20/01/2019

[Resenha] Sob a Luz da Escuridão



Ficha técnica:

Sob a Luz da Escuridão
Autora: Ana Beatriz Brandão
Ano de publicação: 2018
Nº de páginas: 336

Se você acompanha a literatura nacional (se não o faz, deveria), sabe que a autora Ana Beatriz Brandão é uma das jovens promissoras dessa geração. Mesmo sendo tão nova, já publicou CINCO livros, e dois deles, O Garoto do Cachecol Vermelho e A Garota das Sapatilhas Brancas serão adaptados para um único filme. Qual autor não quer ter seu livro adaptado para os cinemas?

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Seu último livro, Sob a Luz da Escuridão, parece ser o maior desafio da autora, ao criar um mundo pós-apocalíptico com humanos geneticamente modificados. A princípio, um bom plano de fundo. Mas será que funcionou?
O mundo já enfrentou sua Quarta Guerra Mundial, e nada mais é como antes. Tudo fora destruído, e agora, os poucos sobreviventes, formaram grupos. O DNA humano sofreu mutações, e acabou gerando as pessoas conhecidas como metacromos. Cada metacromo tem um poder diferente, como se fossem um super-herói (ou vilão).

No meio disso tudo, estão Lollipop e Jessica, duas amigas resgatadas do Instituto, um lugar que, ao pé da letra, quer ferrar com os metacromos. E, bom, é um mundo pós-apocalíptico, e você tem poderes. O que você faz? Se esconde e treina, pois ninguém sabe ao certo do que o Instituto é capaz de fazer.


Lollipop e Jazz se tornam inseparáveis, e Lolli acaba tomando o papel de irmã mais velha da situação. Por mais que Jazz se faça de durona, também tem suas inseguranças, e precisa de alguém ao seu lado para auxiliá-la.

Por outro lado, Lollipop está cada vez mais perdida, ainda mais quando o líder do clã que as resgataram, Evan, um vampiro milenar, diz que ele e Lollipop já tiveram dois encontros no passado, mas ela possuía. Era como se ela morresse e ressuscitasse, sempre com um nome novo, e sem se lembrar de sua vida anterior. A mente de qualquer pessoa bugaria.

O livro é narrado em primeira pessoa e, mesmo que Lollipop seja a "protagonista", também temos os pontos-de-vista de outros personagens, como Jazz e Evan. A narração não é lenta, mas demora um pouco até pegarmos o ritmo do livro. Aos poucos (bem aos poucos), vamos descobrindo sobre o que houve com o mundo até chegarmos ao dia atual, e demora ainda mais até que saibamos mais sobre as vidas passadas de Lollipop. Afinal, o que poderia estar acontecendo? Era mesmo ela? Ou seria tudo fruto da imaginação de Evan, que imaginava alguém como ela?



Acompanho o trabalho da Ana Bia sempre que posso, e confesso que gosto mais das suas histórias de fantasia. Quando vi Sob a Luz da Escuridão, pensei que seria um puta livro de fantasia, mas me enganei. Por mais que haja os elementos pós-apocalípticos e os metacromos usem seus poderes, o verdadeiro foco da história são os sentimentos, principalmente o romance, marca registrada da autora. Mas também vemos companheirismo, lealdade, medo e vingança.

Não, isso não torna a história ruim mas, num livro pós-apocalíptico onde humanos geneticamente modificados têm poderes, nós esperamos algumas brigas de respeito. Nós queremos poderes voando pelas páginas, coisas explodindo e personagens morrendo.

Felizmente, o livro deixou uma série de ganchos para sua continuação, onde esperamos que cabeças finalmente rolarão.

Nota:





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