07/09/2018

[Resenha] O Selo de Bartholomeu


E lá vamos nós de novo com mais um livro da série "não tava na wishlist, mas me surpreendeu".

O Selo de Bartholomeu (do autor Fabrício Freitas, e publicado pela PenDragon) não estava em minha wishlist, mas DEUS DO CÉU, como tô feliz de ter conhecido esse livro!


A história nos apresenta Tom (Anthony Bartholomeu), um jovem de origem brasileira, mas que mora nos Estados Unidos com seus pais e seus irmãos. Tom é o típico jovem de bom coração, que quer agradar todo mundo, mas acaba se decepcionando quando precisa da ajuda de alguém. Mas Tom não está sozinho. Ele tem amigos que se importam com ele, o bastante para manterem um segredo oculto do resto do mundo.
Uma tragédia acaba acontecendo na vida de Tom. Ele acaba perdendo alguém importante, e ele sabe que precisa tomar decisões sérias, pra continuar seguindo em frente. No momento em que sua família mais precisava ficar unida, cada um vai para seu lado, tornando a dor pessoal cada vez mais difícil. Essa não é a vida que Tom queria para si. Ele queria cursar uma faculdade, casar com o amor da sua vida e ter um futuro maravilhoso, fazendo aquilo que mais gostava. Porém, quando você luta contra o mundo e perde, precisa se reencontrar.


Como se não bastasse toda a dor da perda, Tom anda tendo sonhos esquisitos. Nesse sonho, ele se encontra preso numa cela, com várias outras pessoas. Parece até esquisito, mas ele se sente num conto de fadas, mas toda a parte ruim da história. Castelos, soldados, reinos, deuses, titãs, generais e imperadores. Poderia ser só um sonho ruim, mas isso acontece com cada vez mais frequência e, se por um acaso, Tom se machuca no sonho, o machucado aparece na vida real. Se ele teve o braço arranhado no sonho, o arranhão continuará lá quando ele acordar. E, se não fosse esquisito o suficiente, ele consegue continuar o sonho no dia seguinte, exatamente de onde havia parado.




Se sua vida real está tomando um rumo cada vez mais sem sal, seu novo mundo, o mundo em que ele está quando sonha, está pegando fogo (quase literalmente). Tom decide se entregar de vez àquele lugar, e descobre quão magnífico e perigoso ele é. Há uma lenda que cerca aquelas terras e, aparentemente, Tom faz parte dela. De começo, o garoto não confia em si mesmo. Afinal, como acreditar que você é um viajante de uma terra longínqua, com a missão de determinar o destino de milhares de vidas? É muito poder e responsabilidade pra uma pessoa só.

E é por isso que nosso protagonista não está sozinho. Tom acaba se reunindo com um grupo de pessoas improváveis, mas que estão dispostas a ajudá-lo em sua jornada. Um mesmo objetivo, mas cada um por sua própria razão.

E é isso que torna O Selo de Bartholomeu tão legal. É uma amizade improvável, de pessoas que nunca nem sonharam em trabalhar juntas, mas que dariam sua vida por alguém que elas mal conhecem, só por causa de uma profecia. O grupo torna-se cada vez maior, e me senti como se estivesse naquele episódio onde todos os Power Rangers, de todas as temporadas, se reúnem.

Isso é algo ruim? De forma alguma! O terceiro ato é a melhor parte do livro. Quando a história alcançou seu clímax, me senti assim:



A história acerta no drama e no suspense, deixando-nos ainda mais curiosos por sua continuação. E o que falar dessa diagramação que mal conheço, mas já considero pakas?

Nota:




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