03/04/2018

[Resenha] Quando o Mal Tem um Nome

Ficha Técnica


Quando o Mal Tem um Nome
Autora: Glau Kemp
Ano de Lançamento: 2017
Nº de Páginas: 174

E assim, mais uma vez, somos surpreendidos. Confesso, não conhecia o trabalho da autora Glau Kemp, mas tive uma ótima apresentação. A história traz o bom e velho terror. O terror que faz você se cagar de medo antes de dormir. Se era essa a intenção da autora, ela acertou o alvo em cheio.

A história se passa em Aparecida, nos anos 70. Aparecida é uma cidadezinha simples, bem interiorzão mesmo, onde todo mundo conhece todo mundo, e é difícil fazer merda sem que estejam fofocando sobre o acontecido no dia seguinte. Marta, uma ex-professora, tem o sonho em ser mãe de uma menina. Quando descobre estar grávida mais uma vez, fica toda feliz, mas tal felicidade vem por água abaixo quando Marta descobre que será mãe de outro menino. E é aí que tudo começa a desandar.
Marta, que sempre foi conhecida por ser uma mulher temente a Deus, resolve fazer algo inimaginável: a ex-professora procura uma curandeira, famosa por fazer esses "milagres". A intenção de Marta é transformar seu garotinho em garotinha, não importa o preço que precise pagar. Ela sabia que seria caro, mas não imaginava que seria tão caro.

Meses depois, a pequena Maria Clara nasceu, e o que deveria ser um milagre acabou tornando-se um calvário. Marta se arrependia do que havia feito, mas já era tarde demais. De alguma forma, ela sentia que a menina possuía algo ruim, como se, quando tivesse nascido, tivesse trazido consigo o próprio Mal. Coisas ruins acontecem quando a garota está por perto e, mesmo que todo mundo dissesse que era só uma simples coincidência, lá no fundo, Marta sabia que era culpa da garota e, acima de tudo, sua culpa.



Após uma reviravolta de respeito (esteja preparado para esse plot twist), alguns anos se passam, e Clara já é uma moça, tentando amadurecer, aprendendo sobre adolescência e vida adulta. E, se havia algum mal ao seu redor quando ela nasceu, tudo piorou agora, ainda mais quando a menina fuça onde não deve.

Num geral, o livro cumpre o que promete, e até um pouco mais. Somos apresentados a uma história crua, que vai direto ao ponto: aterrorizar o leitor, mostrando que o mal é muito pior do que sequer imaginamos. Como dito acima, a história se passa em dois períodos, e isso só nos mostra que, quando o Mal tem um plano, ele espera pelo tempo que for necessário.

A escrita da autora ajuda. A narração faz com que o leitor sinta-se como um personagem da história, como um amigo tentando te convencer a não fazer algo que você possa se arrepender. A história é mais focada em Clara, claro, mas os personagens secundários ajudam muito no desenvolvimento da nossa protagonista. Porém, há alguns erros de revisão, que poderiam ter deixado a experiência ainda melhor. Se você nunca leu terror, e quer entrar com o pé direito no gênero, Quando o Mal Tem um Nome é o melhor caminho que você pode seguir.

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Nota:





2 comentários:

  1. Jessé,

    Agora fiquei numa dúvida cruel: ler ou não ler??? Tô morrendo de medo só de pensar na história. Acho que vou comprar e dar de presente para algum desafeto... kkkkkkkkkkk
    Sua resenha foi ótima! Amei!
    Abração!

    Drica.

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    Respostas
    1. Olha, se eu fosse você, leria. Vai por mim, não se arrependerá kk

      Obrigado!
      Abraços

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