16/03/2018

[Resenha] O Livro e a Espada

Ficha Técnica


O Livro e a Espada
Autor: Antonie Rouaud
Ano de Lançamento: 2018
Nº de Páginas: 400


É, Antoine Rouaud sabia o que estava fazendo, pois criou uma história fantástica. O Livro e a Espada nos apresenta Dun-Cadal, um dos maiores generais do Império, mas que hoje não é nada além de um bêbado. Viola, historiadora, encontra o velho Dun, com um único objetivo: extrair dele informações sobre Eraed, a lendária Espada do Imperador, que muitos acreditam ser mágica. Entretanto, Viola acaba ganhando um pouco mais que informações sobre Eraed: bêbado, Dun-Cadal decide contar seu passado de glória à moça.
Dun-Cadal foi um grande general, temido por muitos, e deu sua vida pelo Império. Vitórias atrás de vitórias, ele buscava mais uma, mas tudo acabou dando errado, e ele quase foi morto. Um garoto salvou-lhe a vida, e só queria uma coisa em troca: queria que Dun-Cadal o treinasse. Seu desejo era tornar-se o maior cavaleiro que esse mundo já viu. O general pergunta seu nome e, ao dizer que não tem mais um nome, Dun passa a chamá-lo de Rã, já que o garoto tem tanta afeição por esses animaizinhos.


O desenvolvimento da história é simplesmente fantástico. Por mais que haja alguns momentos "cabeça-dura", o general e o garoto se dão muito bem e, como prometido, Rã está dando tudo de si, provando a Dun-Cadal que estava falando sério quando disse que queria se tornar o melhor cavaleiro do mundo.

No presente, enquanto Viola houve a história do antigo general, um antigo assassino está à solta, matando os antigos companheiros do general. A história é dividida em duas partes e, pouco antes do fim da primeira parte, há um gigantesco plot twist.

Particularmente, me senti mais atraído pela primeira parte. Não que a segunda metade do livro seja ruim, mas saber toda a história de Dun-Cadal, até aquele ponto, foi mais interessante do que veio a seguir. Afirmando novamente, não foi uma segunda parte ruim, apenas menos impactante que a primeira, mas igualmente cheia de reviravoltas.

Num tom quase poético, Antoine Rouaud nos entrega uma obra fantástica, completa de reviravoltas e movida à vingança. A cada descoberta, fica difícil não virar a página para saber as consequências daquele ato. A leitura é fluida e, como dito acima, a narração alterna entre passado e presente. Tomando cuidado para não se perder, pode ter certeza de que esse é um livro que vale muito a pena ler.

Algumas guerras são travadas com espadas; outras, com armas. Há um livro que possui o destino dos homens e, do outro lado, uma espada que, segundo a lenda, é indestrutível. 

Nota: 




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