17/02/2018

[Resenha] Millennium - A Menina Que Brincava com Fogo

Após muito tempo, finalmente li A Menina Que Brincava com Fogo. E QUE HINO DE LIVRO, MEUS AMIGOS! QUE HINO!

No momento em que escrevi essa resenha, havia acabado de terminar o livro, e ainda estava um pouco tenso por causa da história. Aqui, acompanhamos Mikael e Lisbeth após os eventos de Os Homens Que Não Amavam as Mulheres (confira a resenha aqui). Mikael tornou-se uma celebridade, e a venda de seus livros alcançaram números exorbitantes. Se, por um lado, ele está feliz, parte dele ainda tenta compreender por que Lisbeth Salander cortou todo e qualquer tipo de relacionamento com ele. Não atende as ligações e nem responde seus e-mails. Mikael decide deixar pra lá, e dar o espaço que ela está pedindo. Entretanto, volta atrás. Sua amiga está sendo acusada de triplo homicídio, e ele não vai ficar parado. Há dois anos, ela salvara-lhe, e agora era sua vez de retribuir.
Antes de mais nada, deixemos claros o tema central do livro. A revista Millennium está prestes a fazer algo que abalará o país: publicará um livro sobre tráfico de mulheres no país, incluindo uma seleta lista de figurões envolvidos, tais como promotores, juízes, policiais e jornalistas. Ia dar ruim, claro que ia. E deu. O jornalista que publicaria o livro fora assassinado a sangue frio, assim como sua noiva. Além deles, uma terceira pessoa (que não pode ser mencionada por motivos de spoiler). Lisbeth descobre sobre a publicação do livro e decide fazer uma visitinha ao jornalista pois, em seus manuscritos, há um nome que lhe interessa bastante: Zala.

A partir daí, mais nada deu certo. Mikael chega à casa do jornalista, e encontra ele e sua noiva, mortos. Não demorou até que o nome de Lisbeth estivesse ligado ao caso, já que a arma encontrada na cena do crime possuía suas digitais. A polícia caiu com tudo em cima dela e, como de costume, notícias sensacionalistas ganharam todas as mídias suecas. Entretanto, Mikael acreditava na inocência de sua amiga, e estava disposto a provar isso. O preço era o que menos importava.

A Menina Que Brincava com Fogo é um livro muito mais atraente que seu antecessor. Aqui, as investigações ganham níveis internacionais, e os mistérios ganham níveis cada vez mais profundos. A cada nova descoberta, três novas questões ficam sem respostas. A equipe da Millennium, polícia e até mesmo a Milton Security, onde Lisbeth prestou serviços, estão fazendo suas investigações. A cada página, somos ainda mais atraídos para essa trama complexa que Larsson nos trouxe. Os protagonistas estão cada vez mais fortes e presentes. Entretanto, os personagens secundários não ficam para trás, e são igualmente importantes para o desenrolar da história.

Nesse livro, vemos o poder de narração de Larsson. Jornalista que foi, criou uma trama complexa e soube exatamente como criar uma trama onde cada ponto se conectava com a história. Nada foi deixado de fora. Seu lado investigativo também foi de grande utilidade. Ele soube esconder cada uma das pistas que revelaria o que nós, leitores, queríamos descobrir desde a primeira página. No momento certo, ele soube como entregá-las ao público.

Foi difícil controlar o desejo de virar a página e saber o que viria a seguir, ainda mais com o final que a história teve. A Menina Que Brincava com Fogo é o ápice dos romances policiais. Tornou-se meu livro favorito, sem dúvida alguma e, de quebra, mostrou-nos um pouco mais do passado de Lisbeth Salander, fazendo-nos compreender um pouquinho mais sobre essa personagem tão fantástica e misteriosa.

Não há inocentes. Apenas diferentes graus de responsabilidade.

Nota:




Nenhum comentário:

Postar um comentário

Siga-nos no Instagram @dicasdojess