14/01/2018

[Resenha] Bom Dia, Verônica

Ficha Técnica


Bom Dia, Verônica
Autora: Andrea Killmore 
Ano de Lançamento: 2016
Nº de Páginas: 251

Ah, já fazia algum tempo em que eu não lia um livro num único dia. Mas o que posso fazer se o livro é realmente bom?

Confesso, estava com saudades de ler um romance policial que me prendesse tanto. Mas é um pouco diferente com Bom Dia, Verônica. Talvez seja o fato de que a história se passa em São Paulo, um lugar que conheço muito mais do que San Diego, por exemplo. Estar familiarizado com o local me deixou ainda mais curioso para saber aonde essa história acabaria me levando.

O livro nos conta a história de Verônica, uma secretária do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Num belo dia (nem tão belo assim), tudo passa a dar errado na vida da protagonista. Após sair da sala do delegado Carvana, uma mulher salta da janela próxima à mesa de Verônica, cometendo suicídio. Se tudo estava ruim, ficou bem pior. Como a própria Verônica disse, aquele era o primeiro dia do fim de sua vida.

Carvana logo desiste do caso, afinal, foi suicídio, mas Verônica é insistente, e decide investigar por conta própria. E, bem, quem procura, acaba encontrando. Nossa protagonista se vê no meio de dois casos distintos, perseguindo dois psicopatas ao mesmo tempo. Verônica se descobre num mundo onde não há limites para a crueldade humana. Ali, bem à sua frente, casos cruéis que ela só pensou ser real em romances policiais.

Além de insistente, nossa protagonista sabe bem como usar todo o seu charme para conquistar algumas ajudinhas aqui e ali, mesmo sendo casada com um bom homem e tendo dois ótimos filhos. Porém, já faz algum tempo que ela deixou de dar a devida atenção ao seu casamento e, com esse desejo insaciável de finalizar ambos os casos que está investigando, ela se afasta ainda mais de sua vida pessoal. Bem, isso acaba criando confusão, é claro.




Andrea Killmore nos apresenta uma protagonista inexperiente, que poderia ter tomado decisões melhores se soubesse quando pedir ajuda. Verônica não é uma personagem ruim. Pelo contrário. Apenas tentou lidar com dois casos que eram complicados demais para ela fazer tudo sozinha, ainda mais levando em conta que ela não fazia isso com frequência. Por outro lado, temos uma história densa, muito bem escrita, e que nos conquista a cada página virada. A cada capítulo, desejamos saber quem é o homem que entrou na vida daquela mulher que se jogou da janela do DHPP e, assim como Verônica, não sossegamos enquanto não descobrimos o que se passa na mente daquele sujeito.

A cada capítulo, parte do mistério é resolvido. Infelizmente, descobrimos que não há limites para a crueldade e psicopatia humana. Dói ainda mais saber que, infelizmente, esses casos não são apenas ficção, e que casos assim acontecem aos montes, dia após dia. Andrea Killmore (pseudônimo) usou toda sua experiência no ramo policial para nos entregar uma história real e coerente, fazendo-nos entender que sim, seres humanos podem ser verdadeiros monstros.

O terceiro ato pode ser inesperado, mas não é frustante. Verônica amadureceu com seus erros, demonstrando que pode vir a ser uma excelente detetive no futuro. E ah, aquela última frase, que nos deixa com um gigantesco gosto de quero mais. DarkSide, mais uma vez, arrasou na edição. A capa é simplesmente maravilhosa, e a diagramação não deixou a desejar. Eles estão fazendo um trabalho fantástico e, levando em conta Bom Dia, Verônica, deveriam investir mais na literatura nacional.

Nota:




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