08/12/2017

[Resenha] O Navio Arcano



Ficha Técnica


O Navio Arcano
Autora: Robin Hobb
Ano de Lançamento: 2017
Nº de Páginas: 864

Quando me encanto por um livro, não tem jeito: não vou sossegar enquanto não comprá-lo e lê-lo. E foi assim com O Navio Arcano. Quando a LeYa divulgou a capa, botei na cabeça que precisava ler esse livro. E eu li, e cada uma das 864 páginas valeram a pena.

O Navio Arcano é o primeiro livro da trilogia Os Mercadores de Navios-Vivos, que se passa num lugar chamado O Reino dos Antigos (mesmo universo de A Saga do Assassino). Bom, como o próprio nome da trilogia diz, o livro é sobre aventuras marítimas e navios-vivos. Navios-vivos? Sim, exatamente. Eles são feitos de madeira arcana, uma madeira dotada de consciência. Se você faz um navio com essa madeira, você tem um navio-vivo.
Mas nem tudo são flores. Madeira arcana é a mercadoria mais valiosa e rara do mundo, e é encontrada apenas nos Ermos Chuvosos. Não é fácil ter um navio-vivo, mesmo se você vem de uma família de mercadores. Para despertar um navio, é preciso que três gerações da família morram em seu convés.



A mitologia criada por Robin Hobb é gigantesca, mas em 
nenhum momento nos perdemos na história. São vários personagens, e cada um deles é desenvolvido com maestria, principalmente os membros da família de mercadores Vestrit e Vivácia, o navio-vivo da família, que está prestes a despertar; do outro lado da história, o pirata Kennit é ambicioso, e seu maior desejo é possuir um navio-vivo.
Mas é uma época difícil. Ephron Vestrit, pai de Althea, é capitão de Vivácia, e está muito doente. A filha está preocupada com a saúde do pai, mas igualmente ansiosa pois, após sua morte, Vivácia irá despertar, e ela se tornará capitã. Entretanto, terá de disputar isso com Kyle Porto, seu cunhado, que é casado com sua irmã mais velha, Keffria Vestrit.

Com a morte de Ephron, vemos a família Vestrit desmoronar em questão de meses. As dívidas da família estão aumentando, Malta, filha de Keffria, está se tornando uma garota fria e meticulosa, assim como seu pai, e não medirá esforços para conseguir o que quer. Wintrow, seu irmão (e um personagem que teve um desenvolvimento gigantesco, diga-se de passagem) foi forçado a deixar o monastério e embarcar no navio com seu pai. Como se não fosse o bastante, Althea está desaparecida, na luta para provar seu valor e recuperar Vivácia. 



Althea não é só mais uma garotinha mimada. Sim, ela é jovem, mas nos mostra o que é ser uma girl power. Ela está disposta a realizar seus sonhos e recuperar aquilo que é seu por direito. Não apenas Vivácia, mas todo o resto. O respeito de seus familiares e aceitação, já que ela é uma garota que quer ser capitã de um navio-vivo, numa época onde isso era extremamente raro, e a escravidão ainda existia.
Wintrow, seu sobrinho, tornou-se um de meus personagens favoritos. De Sacerdote de Sá à grumete, o menino provou que é capaz de tudo para provar que não é um covarde. 

A história não se arrasta em ponto algum da trama. Cada personagem teve seu desenvolvimento, além de termos sido introduzidos à uma mitologia magnífica.  Todos têm personalidades únicas, e estão dispostos a qualquer coisa para alcançarem seus objetivos. Piratas, navios-vivos, magia, serpentes gigantescas e mistérios, muitos mistérios. A escrita é tão objetiva e bela que compreendemos até mesmo as motivações dos vilões.

Como dito acima, o livro faz parte do universo ficcional do Reino dos Antigos, ou seja, também faz parte da Saga do Assassino. Como ainda (ainda) não li a Saga do Assassino, é provável que haja algumas referências à mesma, mas nada que atrapalhe a leitura. Muito pelo contrário. Robin Hobb nos deixa cada vez mais imersos nesse universo. A cada nova relevação, um novo mistério. De onde vem a madeira arcana? Haverá guerra entre os mercadores? Quem é Aquela Que Se Lembra? E, se isso tudo não te deixou curioso pela obra, aquele final te fará esperar ansiosamente pela continuação. Que terceiro ato maravilhoso!

Ainda estou começando a me aventurar pela literatura fantástica, confesso, mas não havia lido nada parecido com O Navio Arcano. Com certeza um dos melhores lançamentos de 2017, e uma grande contribuição para a literatura fantástica no Brasil. Por último, mas não menos importante, meus parabéns, LeYa. O livro está simplesmente fantástico. 

Agora, resta-nos aguardar a publicação de O Navio Insano.

Nota: 




6 comentários:

  1. Mal posso esperar para começar essa leitura, ansiosa demaisss 😍

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    1. Ele é bem grandão, mas vale a pena. A história é maravilhosa!

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  2. Não conhecia esse livro, parece ótimo! Vou tentar comprar pra ler haha

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    1. Ele é lançamento!
      Compre o quanto antes, não vai se arrepender haha

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  3. Vc tem q ler a saga do assassino o melhor livro que já li na vida, não vai se arrepender

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    1. Tá na lista também. Acho que consigo adquiri-los ainda esse ano kk

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