14/10/2018

[Resenha] O Homem de Giz



Ficha Técnica:

Nome: O Homem de Giz
Autora: C. J. Tudor
Ano de publicação: 2018
Nº de páginas: 274

Gosta do bom e velho thriller? Então O Homem de Giz é exatamente o que você procura.

O Homem de Giz nos conta a história de Ed e seus amigos, Gav Gordo, Mickey Metal, Hoppo e Nicky. O típico grupo desajeitado. Porém, unidos, esquecem-se do mundo lá fora, deixando que a amizade entre eles seja a única coisa que realmente importa. Mas nem tudo são flores. Para comunicar-se entre si sem que os outros saibam, eles criam um código: passam a desenhar homens de giz, onde cada um dos amigos utiliza uma cor, e cada um dos símbolos tem um significado.


A história é narrada em dois períodos diferentes: 1986 e 2016. No passado, as crianças eram inseparáveis, até que uma tragédia abalou tudo o que eles conheciam; no presente, eles se distanciaram. Ed, o protagonista (história narrada em primeira pessoa) é um professor de meia-idade, que acabou herdando a casa dos pais após o falecimento do pai, e alugou um dos quartos para uma jovem, Chloe. 

Com o decorrer da história, o passado volta para atormentar o grupo de amigos. Eles recebem uma carta que remete ao acontecimento que mudou tudo: o desenho de um homem de giz enforcado. Eles voltam a se falar, mesmo que não queiram, pois sabem que precisam estar preparados para o que vai acontecer. É hora de acabar com essa história, de uma vez por todas.

Os capítulos são curtos, porém instigantes. Ao fim de cada capítulo, o autor deixa uma ponta solta, forçando-nos a continuar a leitura, pois simplesmente desejamos, com todas as forças, saber o que virá a seguir. Desde pequenos, os personagens já passavam por temas e situações pesadas, como ter que lidar com o aborto, estupro, violência doméstica, bullying e encontrar um certo cadáver desmembrado.

Os personagens são bem construídos, mas o mistério em torno da trama principal é ainda melhor. Nada é o que parece ser, e aquele personagem em quem você confiava tanto acaba fazendo merda; mas sabe aquele, que você pensou que seria a última pessoa capaz de cometer tal coisa? Ele mesmo, o desentendido. E, a cada nova descoberta, ficamos ainda mais surpresos com a capacidade da autora de ter construído uma história tão curta, porém instigante e maravilhosa. O desfecho deixou um pouco a desejar, mas meu palpite sobre o assassino estava certo \o/

Se ainda quer motivos para ler o livro, falemos da edição: capa dura, folhas de guarda pretas, com os desenhos de homenzinhos de giz. Páginas pretas e algumas ilustrações. A diagramação está maravilhosa, e contribuiu para uma leitura prazerosa.

Nota:




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