21/10/2018

[Crítica] A Maldição da Residência Hill


Na última sexta, 12 de outubro, chegou à Netflix aquela que está sendo considerada como uma de suas melhores séries originais, A Maldição da Residência Hill, baseada no livro The Haunting of Hill House, da autora Shirley Jackson, publicado no Brasil como A Maldição da Casa da Colina, pela Editora Suma.


Antes de tudo, saiba que a série estava nas mãos de Mike Flanagan, responsável por Jogo Perigoso, O Espelho e Ouija: Origem do Mal. Mesmo que baseado no livro de 1959, a série segue um rumo próprio, dando um novo ar à história. Mas isso não é ruim. A narrativa cumpre seu papel, entregando-nos uma série digna.


A Maldição da Residência Hill não é meramente um título. É no conceito de maldição (ou assombração, se traduzido ao pé da letra) que a série mais se apega. A série nos conta a história da família Crain, composta pelo pai, mãe e cinco filhos, sendo dois garotos e três garotas. Não demora até que coisas bizarras passem a acontecer, deixando cada um deles traumatizados. Décadas depois, os irmãos estão reunidos novamente, e o mal está mais assustador do que nunca.


A série intercala a narração entre o passado e o presente, e isso é ótimo para o desenvolvimento dos personagens. Cada um dos protagonistas têm seu momento, entregando-nos seu lado humano, seus medos e consequências de suas escolhas, mostrando que a série não é só terror, mas um drama familiar de alta qualidade. Temas como morte, luto, dor e culpa impulsionam a série.

Mas é uma série de terror, ora! E a série faz jus ao nome. Os sustos estão ali, quando você menos espera. O jump scare existe, mas não pense que ele é jogado aleatoriamente na narrativa. O clima é bem construído, a tensão, a ambientação. Tudo colabora magistralmente para que a cena seja cada vez mais intensa. Não é só mais uma história de terror. Os espectadores realmente querem saber o que aconteceu para chegar até ali, e nos deixa ainda mais ansiosos pelo o que pode vir.


O elenco da série também não deixa a desejar. Cada ator, seja mirim ou na fase adulta dos personagens, se entregou de corpo e alma à história. Mesmo tendo atores consagrados dentro de filmes de terror, quem realmente se destacou foi Carla Gugino, entregando-nos uma das melhores performances de sua vida, além de ser o personagem mais afetado pela casa.

A Maldição da Residência Hill cumpre seu papel, entregando aos espectadores aquilo que eles esperam: uma história de terror de qualidade. Soube beber da melhor fonte das histórias de terror, inspirando-se até mesmo em O Iluminado. Inteligente, madura, dramática e assustadora na medida certa, A Maldição da Residência Hill é uma das melhores coisas que você irá assistir esse ano.

Nota:




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