25/06/2018

[Resenha] A Casa dos Pesadelos



Ficha Técnica:

A Casa dos Pesadelos
Autor: Marcos DeBrito
Ano de publicação: 2018
Nº de páginas: 138


Galera, precisamos falar sobre Marcos DeBrito. Diretor, roteirista e também autor, Marcos trabalha com terror. Após assistir Condado Macabro, me senti na obrigação de acompanhar o trabalho do cara, fosse no cinema ou na literatura.

O autor já havia sido indicado no post 10 livros nacionais de terror que você precisa conhecer. A Casa dos Pesadelos foi o primeiro livro do autor que eu li e, como eu esperava, não me decepcionei. 

A Casa dos Pesadelos conta a história de Tiago. Há dez anos, enquanto passava alguns dias na casa de sua avó, Tiago testemunhou algo que botaria medo em qualquer adulto. Ninguém acreditou no guri, claro, e, desde então, Tiago vem fazendo terapia, para superar o trauma que o atormenta desde aquela madrugada.


Hoje, dez anos depois, Laura, mãe de Tiago (agora adolescente) e Bruno, seu caçula (que tem a mesma idade que Tiago tinha naquela época) para passar alguns dias na casa de Célia, avó dos garotos. Tiago está desconfortável, claro, mas ele não tem opção. Mesmo quando chega à casa de sua avó, ele se mostra indiferente, sem se preocupar com quem está notando.

Sua avó lhe dá permissão para acessar qualquer lugar da casa, exceto por um único cômodo. Quando era criança, Tiago tentou adentrar o local, e levou uma baita bronca. Ao encarar aquela porta, ele é mergulhado num passado de lembranças obscuras, mas sabe que precisa enfrentar seus medos. 



Num tom quase poético, o livro é recheado de sentimentos. Dor, angústia, dúvidas, perdas e principalmente medo. A cada página, percebemos a luta interior de Tiago, tentando decidir entre sair da casa ou ficar nela e enfrentar aquilo que tirou sua felicidade por dez anos. E você torce pelo personagem! Na maioria das vezes, o personagem realmente merece um "chega pra lá" do monstro, mas Tiago faz com que nós, leitores, desejemos que ele vença essa batalha. Senti como se eu mesmo fosse o garoto, enfrentando um trauma de infância. Se você, leitor, está ou já passou por sua adolescência, já deve ter tido medo de enfrentar algo, mas enfrentou mesmo assim. Marcos nos entrega essa sensação de "se correr o bicho pega, se ficar o bicho come". E faz isso muito bem.

Li o livro num único dia, e me sentiria culpado se não o fizesse. Mesmo que curta, a história te cativa, como se você conhecesse aquele cenário há anos. Ah, o final do livro. Tão impactante (talvez um pouco polêmico) quanto esperávamos que ele fosse. É o tipo de final que ficará marcado na mente do leitor. Marcos DeBrito sabia exatamente o que estava fazendo, e fez isso de forma única. E acertou em cheio.

Não menos importante, meus parabéns à Faro Editorial. Como sempre, a edição do livro está espetacular. Diagramação, capa e ilustrações, que deixaram o livro ainda mais belo.

Nota:




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