01/05/2018

[Crítica] Vingadores: Guerra Infinita


Guerra Infinita leva os filmes de heróis a outro patamar


É, galera, a espera finalmente acabou. Lá em 2008, quando Homem de Ferro saiu, ninguém esperava que a Marvel fosse criar algo tão grandioso assim. Não foi o primeiro filme de heróis, mas o universo compartilhado funcionou muito bem. Tornou realidade o que todos os fãs de quadrinhos queriam. Dez anos, e quase vinte filmes depois, era hora de colocar tudo isso num lugar só. E eles conseguiram.
Por mais que o filme faça parte do "arco" Vingadores, quem rouba a cena e pode ser considerado protagonista é o vilão Thanos, interpretado magistralmente pelo ator Josh Brolin (Homens de Preto 3). No filme, Thanos, já em posso da Manopla do Infinito, vai em busca das Jóias do Infinito. Ele é cruel, calculista, misericordioso, implacável e poderoso. Caso consiga juntar as seis Jóias do Infinito (Mente, Alma, Realidade, Tempo, Poder, Espaço), poderá dizimar metade do universo, num estalar de dedos.

O filme não tem apresentação alguma, não há enrolação antes de a trama ser apresentada. O filme é épico desde o primeiro frame. E, nesse mesmo frame, Thanos nos mostra que está disposto a encontrar cada uma das Joias, não importa quem ele precise eliminar.


Do lado dos heróis, Thor, finalmente, ganha um destaque central, mostrando por quê detém a alcunha de Deus do Trovão. Wanda também tem aqui a chance de mostrar todo o seu potencial. Até mesmo o Doutor Estranho está mais poderoso, justificando por quê é conhecido como Mago Supremo e protetor da Joia do Tempo. Seu senso de responsabilidade é ainda maior do que vimos em seu filme solo. Tony Stark tem ótimos momentos com o Mago Supremo e os Guardiões da Galáxia, além de estar com a armadura mais legal que o personagem já usou em todas as suas aparições no MCU.

Por outro lado, os membros da Ordem Negra não são tão bem introduzidos, assim como alguns heróis, que não tiveram tanto tempo de tela. Porém, isso não afeta o filme, que conseguiu ser frenético do começo ao fim. As ambientações estão magistrais, e as destruições são épicas. Não há espaço para algo minúsculo. Não há piedade. Só o caos. E, por mais que o plano do Titã Louco seja tão cruel, ele é um dos vilões mais humanos que o MCU já apresentou. E, como vilão, pode ter certeza de que ele foi o melhor possível, e não será esquecido, assim como Darth Vader não foi. 

O fim do filme, como se esperava, é obscuro. Afinal, numa guerra, há várias mortes. Entretanto, mesmo sabendo disso, ninguém estava preparado para o que aconteceu. Se você acompanhou os filmes da Marvel desde o primeiro Homem de Ferro, esteja ciente que Vingadores: Guerra Infinita cumpre muito mais do que promete, levando os filmes de super-heróis num nível jamais alcançado.

Com o fim do filme, muitas questões ficam em aberto, incluindo a cena pós-créditos. Porém, só conheceremos a segunda parte da guerra daqui um ano. 

Você já assistiu o filme? O que achou? Deixe sua opinião nos comentários! (sem spoiler).

Nota: 




2 comentários:

  1. Não tem como.o opinar sem spoiler... Quando sair do cinema volto aqui! Mas a princípio to triste...

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    1. Não se preocupe, vou montar um post só com spoilers e teorias

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