12/11/2017

[Resenha] God of War

Todos nós já nos envolvemos tanto com um livro a ponto de lê-lo mais de uma vez. Autor, história, personagens, são vários motivos. Eu já reli alguns livros, e decidi que era hora de reler God of War. Conheci o jogo logo depois de seu lançamento, e confesso que nunca me envolvi tanto com um jogo antes. A história era fantástica, e os gráficos eram ainda melhores. Quando descobri que um livro baseado no jogo havia sido lançado, tratei logo de comprá-lo. Isso foi há alguns anos, claro, e, se eu pretendia fazer uma resenha da história, nada mais justo do que lê-la novamente.


Para quem nunca nem ao menos sabe do que estou falando, God of War nos apresenta Kratos, capitão do exército espartano, que acabou chamando a atenção dos deuses do Olimpo. Kratos era temido, e ninguém ousava se opor à ele. Caso fizesse, seria um homem morto. No começo da história, é sabido que Kratos serviu a Ares, o Deus da Guerra, mas ambos se odeiam mortalmente agora. O único desejo de Kratos é destruir a vida do deus que um dia ele serviu, e que agora está destruindo Atenas. Atena, Deusa da Sabedoria, ao ver sua cidade sendo consumida pelo ódio de seu irmão Ares, decide ajudar Kratos a destruí-lo, uma vez que Zeus proibiu os deuses de lutarem entre si.

Kratos aceita, claro. Ele está disposto a destruir Ares, custe o que custar. Para convencer o Fantasma de Esparta, Atena promete-lhe algo. Se ele cumprir a missão que lhe foi ofertada, as visões que tanto lhe assombram serão esquecidas e perdoadas. Ele parte para Atenas, onde deve encontrar o Oráculo. O Oráculo é tão poderoso que possui informações que até mesmo os deuses desconhecem, incluindo como matar um deus. Ao longo de sua jornada, somos apresentados a alguns flashbacks, que nos ajudam a entender como ele se tornou um servo de Ares, como o Deus da Guerra o traiu e quais são os pesadelos que o assombram.




Ao longo de toda sua jornada, desde que tornou-se um guerreiro, Kratos cometeu centenas de atrocidades, mas é impossível não apegar-se ao personagem. Ele é o típico cara badass, que bota medo em todo mundo, até mesmo em deuses. Suas táticas são brutais, e seus diálogos são firmes e frios. Ouvir a voz de Kratos provavelmente significa que ele é a última pessoa que você verá antes de fazer uma visitinha ao Deus do Submundo, Hades. Não importa quem você seja, ele fará de tudo para cumprir seu objetivo.

O livro é um pouco diferente do jogo, claro. Algumas mudanças positivas, outras negativas e necessárias. O livro possui batalhas, claro, mas nada comparado ao número de inimigos que Kratos enfrenta durante o jogo. O arsenal de golpes que podem ser desferidos com as Lâminas do Caos não foi totalmente trabalhado, e ele mau usa os poderes que os deuses lhe concederam. Se você que está lendo a resenha já jogou o jogo, sabe que nós, jogadores, usufruíamos dos poderes sempre que possível, mesmo que não fosse necessário. Alguns puzzles também foram retirados, mas isso é compreensível, de forma que ficaria quase impossível descrever tal cena.

Mas algumas cenas foram adicionadas, porém. Agora, há diálogos entre os deuses, o que deixa claro por que alguns deles ajudaram Kratos durante o jogo. Descobrimos as motivações de cada um, e várias lacunas são preenchidas. As mudanças estão lá, mas nada que atrapalhe o andamento da história. A essência do jogo e da jornada de Kratos ainda estão lá. As batalhas são tão brutais quanto deveriam ser, e o Fantasma de Esparta não está menos piedoso. Vacilou, morreu.

Num geral, o livro cumpre seu papel. Damos uma boa volta na mitologia grega, da maneira mais brutal possível. Vemos a Hidra, Minotauro, centauros, harpias e até mesmo um titã! Quem conhecia Kratos pelos games pode reviver a história, enquanto novos leitores podem conhecer esse personagem que vem ganhando cada vez mais fãs. Se você gosta de mitologia grega e é fã de mistérios que podem causar a morte de muita gente, God of War é um livro que precisa estar em sua estante.

Nota:


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