29/10/2017

[Review] Stranger Things - 2ª Temporada


Ah, a espera finalmente acabou! Pouco mais de um ano se passou desde que a primeira temporada de Stranger Things foi disponibilizada na Netflix. No começo, ninguém, nem os próprios criadores pensavam que a série viria a ser tão popular, mas como poderia ser diferente? Anos 80 + referências + crianças + teorias da conspiração. Parecia só mais uma série, mas foi muito além. Os Irmãos Duffer não sabiam, mas haviam criado um novo marco na cultura pop.

Claro, com o impacto da primeira temporada, os irmãos Duffer sabiam que teriam muito trabalho pela frente. Fãs não são fáceis de agradar, e nós queríamos mais. Queríamos saber mais sobre a Onze, sobre o Mundo Invertido e se alguma teoria que criamos se concretizaria. É, o fim da primeira temporada nos deu mais perguntas do que respostas, obrigando-nos a criar inúmeras teorias do que estava por vir no segundo ano. Sabendo disso, as pessoas por trás da série nos entregam uma segunda temporada ainda melhor do que a primeira. Desde o começo da divulgação da segunda temporada, eles a divulgaram como se fosse um filme, chamando-a de Stranger Things 2, e podemos dizer que, de fato, é verdade, já que toda a temporada mais parece um filme de 8 horas + 1 hora (há um episódio focado num determinado personagem que poderia contar como um filme derivado).



A divulgação da segunda temporada foi gigantesca, com vários pôsters fazendo referências à filmes dos anos 80. E, posso dizer, não foi só divulgação. A segunda temporada foi tudo isso mesmo. Os irmãos Duffer nos entregaram exatamente o que prometeram. Exatamente o que queríamos. Tudo foi expandido, principalmente o Mundo Invertido. Os personagens foram mais explorados, e personagens novos também ganham destaque na trama. Cada um deles, à sua maneira, teve sua participação na batalha contra o Monstro das Sombras.

Ah, o Monstro. Ele está bem maior agora, e tem uma grande conexão com Will, depois de tudo o que aconteceu no Mundo Invertido na primeira temporada. Maior, mais poderoso e, acima de tudo, misterioso. Os personagens têm uma ideia do que a criatura pode ser, mas a série deixa espaço para que nós, fãs, notemos que o Mundo Invertido é muito pior do que imaginamos. Demogorgons, um Monstro das Sombras cheio de tentáculos que aparece em meio à uma tempestade vermelha. Se um lugar esconde tudo isso, o que mais pode esconder?

A batalha é maior, dessa vez. Vários grupos se dividem, formando alianças inesperadas para, no fim, se unirem contra a ameaça mais poderosa. E esse é um ponto positivo da temporada. As alianças inesperadas funcionam muito bem, e até mesmo o Dr. Owens, o moço bonzinho que foi enviado para limpar a bagunça que o Dr. Brenner fez no laboratório de Hawkins na primeira temporada.

Como sempre, as crianças mandaram muito bem nas atuações, mas deixo aqui um destaque para Noah Schnapp, o Will. Ele não teve muito espaço na primeira temporada, mas simplesmente arrasou na segunda. Num todo, valeu a pena esperar. Todo o hype valeu a pena, e os fãs tiveram exatamente o que esperavam. Algumas pontas foram amarradas, mas temos ainda mais coisas a serem explicadas na terceira temporada. E não se preocupem com as referências. Como sempre, elas são o ponto alto da série. Alien, O Exorcista, Os Caça-Fantasmas, Tubarão e uma infinidade de jogos, como Space Invaders. Agora, resta-nos esperar pela terceira temporada e, durante esse tempo, criar teorias sobre o que pode acontecer, já que nos foram prometidas ao menos cinco temporadas. Mas, de todas as dúvidas, a mais importante é?

O que mais há no Mundo Invertido?


Nota:





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