13/10/2017

[Resenha] O Menino Que Desenhava Monstros

Hey, gente. Tudo bem com vocês?

É possível um livro ser fofo e assustador ao mesmo tempo? Claro que é.
Todo mundo namora os livros da DarkSide, e não tente negar isso. Os livros são lindos pra caramba mesmo e, além de possuir uma ótima edição, capa dura e diagramação, as histórias são incríveis. Porém, alguns livros se destacam. O Menino Que Desenhava Monstros é um desses livros, e eu lhes direi o motivo.
O livro nos apresenta Jack Peter, ou J.P., ou até mesmo Jip (apelido o qual sua mãe não gosta, mas seu pai insiste em chamá-lo). Jack é um garotinho diagnosticado com Síndrome de Asperger, ou seja, ele é pouco sociável e comunicativo, além de agir repetidamente. Com o tempo, após uma tragédia, o garotinho desenvolveu agorafobia (medo de lugares abertos). As coisas já não soam tão bem para Tim e Holly, pais de Peter, até mesmo porque eles moram na costa do Maine, e quase não há vizinhos. No inverno, a nevasca atrapalha qualquer atividade que requeira sair de casa.

Felizmente, para Tim e Holly, Jack tem um amigo, Nick. Eles nasceram quase na mesma época, e cresceram juntos, mas tudo mudou depois que A Tragédia aconteceu (sem spoilers). Jack Peter prefere ficar sozinho, fazendo o que aprendeu a fazer para não sentir-se sozinho: desenhar. Jack desenha como se a vida dele dependesse disso. Acorda e passa o dia todo desenhando, como se desenhar fosse a única coisa que importasse. Seus pais fazem o melhor para criá-lo, mas a condição / força de vontade de Jack acabam atrapalhando um pouco.

Deveria ser só uma vida quase normal, de uma família quase normal, mas as coisas não são tão simples assim. Tim jura ter visto um homem branco, nu, correndo pelas estradas. Nick diz acreditar no pai do amigo, pois ele estava junto, e também viu. Holly não acredita no marido, nem mesmo quando ele diz ter saído para caçar a criatura e voltou com um rasgo em sua garganta; Holly, por sua vez, acredita sim, que estão tentando invadir sua casa. Mas, para ela, são os yurei, fantasmas atormentados de um navio que naufragou ali, anos atrás.



Como eu disse acima, o a história é, de certa forma, fofa, e assustadora. Ao mesmo tempo em que acompanhamos Jack e seus desenhos, acompanhamos os pontos-de-vista dos outros personagens, e sua luta para descobrir quem são aquelas criaturas que os atormentam. Nós, leitores, sabemos desde o início (isso não é spoiler), mas é legal ver como cada personagem desenvolveu uma paranoia sobre o assunto. Estariam eles vendo fantasmas, ou tudo não passava de alucinações?

A história é narrada de uma maneira um tanto quanto diferente, mas não de um jeito ruim. O autor não se limita a descrever demais as coisas, o que aguça a imaginação do leitor. Os pontos-de-vista são bem trabalhados, de modo que algo que aconteceu com um personagem acaba se encontrando com outro personagem, um ou dois capítulos depois.

Num todo, o livro é ótimo, com uma história bem construída. Entretanto, dá uma derrapada no fim, onde o autor poderia aproveitar bem mais o potencial que havia criado. Mas isso não tira o mérito de Keith, que construiu uma história incrível. Lembram quando disse que os livros da editora tinham uma edição especial? O Menino Que Desenhava Monstros tem páginas em branco, onde você pode desenhar seus próprios monstros. Tá bom ou quer mais?


Nota: 
                             

                      


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