15/10/2017

[Curiosidades] Caixa Dibbuk


Como já foi dito em posts anteriores, o mundo é repleto de lugares misteriosos, e até mesmo assombrados. Mas e se eu disser que, na mesma proporção, ou até mais, também existem objetos amaldiçoados? É, meus amigos, tem muita coisa amaldiçoada por aí, e uma dessas coisas é a famosa Caixa Dibbuk. No folclore judaico, dibbuk é um espírito maligno. Acredita-se que seja o espírito de alguém que teve uma vida regada de pecados.
Acredita-se que a lenda por trás da caixa começou quando Kevin Mannis, um dono de uma loja que restaurava móveis, adquiriu a caixa numa venda de garagem. Ele procurava por novos móveis para restaurar, e acabou se interessando por uma caixa de vinho, que pertencia à Sra. Havela, falecida esposa do senhor que organizou a venda. A neta do Sr. Havela era muito apegada à caixa, mas aceitou negociá-la. Ele percebeu que a moça se importava com a caixa, e tentou devolvê-la, mas a moça respondeu: você a comprou, agora leve!

Mesmo com um pedido para não abrir, a caixa foi aberta, e esse era seu conteúdo:

- Uma moeda americana de 1 centavo (Penny) de 1928;
- Uma moeda americana de 1 centavo (Penny) de 1925;
- Um castiçal de ferro fundido com pernas de polvo;
- Um copo de vinho de ouro;
- Uma estátua de granito com letras hebraicas gravadas em dourado;
- Uma pequena mecha de cabelo loiro (amarrado com corda);
- Uma pequena mecha de cabelo preto/marrom  (preso com corda);
- Um botão de rosa seco.

Dias depois, Mannis viajou a trabalho, e Jane Howerton, sua funcionária, ficou encarregada de cuidar da loja. Não demorou para que coisas estranhas começassem a acontecer. Jane precisou descer ao subsolo, onde ficavam algumas coisas. As lâmpadas começaram a piscar, e objetos extremamente pesados foram ao chão, com facilidade. Como se não bastasse, um odor insuportável tomou conta do ar. Jane ligou desesperada para seu chefe, que afirma ter ouvido apenas palavrões durante a conversa, e não sua funcionária pedindo por ajuda. Mannis voltou para a loja e, abalada, Jane Howerton mudou-se para outra cidade.

O aniversário da mãe de Mannis estava se aproximando, e ele resolveu restaurar a caixa e dar para ela. No mesmo instante, NO MESMO INSTANTE em que recebeu a caixa, sua mãe sofreu um derrame, que paralisou metade de seu corpo. Mesmo sem forças, tentou apontar em direção à caixa, como se estivesse mostrando quem era o responsável por ela estar daquele jeito. Mannis deu a caixa para seu irmão (o cara gostava da família), mas o mesmo a devolveu, alegando que a caixa exalava um odor horrível. Sem ter muito o que fazer, pegou a caixa de volta e levou-a para casa.



Tempos depois, a família de Mannis reuniu-se em sua casa, para passar o fim de semana. Adivinhem? Todo mundo alega ter tido um pesadelo, relacionado com uma bruxa que os espancava. Mannis acordou com marcas por todo o corpo.

Cansado de tudo isso, Kevin tentou vender a caixa no eBay, e acabou encontrando um comprador. Mesmo sendo avisado de tudo o que havia acontecido, Iosif Nietzke disse que ficaria com a caixa, adquirindo-a por 140 dólares. Nietzke era um universitário, e morava numa casa com outros jovens.
Numa noite, para impressionar algumas garotas, Iosif decidiu abrir a caixa, e o resultado não foi dos mais legais. Iosif decidiu relatar todos os acontecimentos em seu blog. Além do mau odor, insetos invadiram sua casa, e objetos eletrônicos pararam de funcionar. Espertamente, o rapaz colocou a caixa à venda no eBay novamente.

E alguém comprou.


Jason Haxon era diretor do Museu de Medicina Osteopática em Kirksville, Missouri. Jason ficou todo empolgado com a história e resolveu desembolsar 280 dólares para adquirir a caixa. A intensão de Jason era analisar a caixa e descobrir o que causava tanta desgraça. Ele não descobriu, mas sentiu na própria pele, assim como os outros donos. Ele alega ter acordado com o olho vermelho, no dia seguinte, como se algum inseto o tivesse picado. Alegou também fadiga, congestão, tosses fortes e, por fim, afirmou que sentia um gosto metálico em sua boca.

Cagando-se, de medo, Jason resolveu procurar Kevin Mannis, o primeiro comprador, para que, juntos, pudessem descobrir a origem da caixa. Determinados em sua missão, eles foram até a casa onde Mannis havia comprado a caixa. Acha que a história até aqui é macabra? Pois ela foi só o começo.

O Sr. Havela, antigo proprietário da caixa, contou a história para Kevin e Jason. A caixa datava de 1938, na Polônia. O nazismo estava a todo vapor e, apesar de só chegar à Polônia no ano seguinte, judeus já eram perseguidos e mortos pelo Terceiro Reich. Com o intuito de trazer paz para o povo, um grupo de mulheres teve a ideia de fazer um ritual - uma espécie de tabuleiro Ouija com um pêndulo - para se comunicar com espíritos. Após algumas sessões, o espírito pediu para ser libertado e trazido para o nosso mundo, e elas o fizeram. Quando perceberam que haviam libertado um espírito maligno, já era tarde demais. Tentaram aprisionar o espírito num objeto, mas falharam.

Coincidência ou não, tudo isso aconteceu em 10 de novembro de 1938, conhecido como a Noite dos Cristais, onde centenas de igrejas e sinagogas foram destruídas na Alemanha e na Áustria.



Uma das moças que fizeram o ritual conseguiu finalmente aprisionar o espírito numa caixa de vinho, a qual ela trouxe consigo para os Estados Unidos, quando imigrou para o país. Antes de morrer, a velha entregou a caixa para sua neta e lhe avisou que a mesma continua um dibbuk, e que nunca, em hipótese alguma, deveria ser aberta. Ela ainda pediu que, quando morresse, a caixa deveria ser enterrada junto com ela. Porém, isso contradizia as regras de um enterro judeu ortodoxo, e tal pedido não foi realizado.

A imigrante era a Sra. Havela, falecida esposa do senhor que vendeu a caixa para Kevin.

Jason Haxton ficou chocado com a história, claro. Fez inúmeras pesquisas, e até alegou ter descoberto quem poderia ser o espírito que estava na caixa: o eugenista Harry Hamilton Laughlin. O movimento Eugênico surgiu nos EUA, e inspirou o nazismo, por se basear na "pureza de raças". Com a ajuda da jovem Rebecca Edery, uma jovem judaica, Haxton descobriu um jeito de acabar de uma vez por todas com tudo o que a caixa causava: um enterro formal, na presença de dez homens, ou um grupo de oração.

Também não funcionou. Haxton só finalizou a história em 2004, quando realizou um ritual wiccano de exorcismo, guardando a caixa numa arca de acácia folheada a ouro. Jason fez uma réplica da caixa, a qual ele leva a todos os programas que vai, mas nunca revelou onde está a caixa original. Segundo ele, está num local secreto, longe de todos.

Se a história toda é verdade ou não, não dá pra saber. Porém, ela é, no mínimo, interessante e macabra, e acabou rendendo documentários, um livro - The Dibbux Box, escrito pelo próprio Jason Haxton - e originou o filme Possessão, de 2012, estrelado por ninguém menos que Jeffrey Dean Morgan (Supernatural, The Walking Dead).

E vocês, acreditam que a história é verdadeira?

Fontes: Mundo Estranho, Assombrado, A Hora do Medo


4 comentários:

  1. A cada parágrafo fica mais macabro, hehe, eu acho que vai demorar pra eu dormir hoje... E não teremos uma caixa de vinho em casa, em hipótese alguma

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    1. Eu avisei que a história piorava.
      Sem chance. Não teremos caixa de vinho huehuhe

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  2. Interessante e arrepiante. Ainda não havia lido nada a respeito.
    Charme-se

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