27/08/2017

[Resenha] Os Últimos Dias de Krypton

Ah, esse livro. Tenho-o há tanto tempo, e demorei demais para lê-lo. Se arrependimento matasse...

Todos nós conhecemos o Superman. Até mesmo sua avó já deve ter ouvido falar dele. Há tantas versões do kryptoniano que fica até difícil escolher uma favorita. Mas hey, e seu planeta? Nós conhecemos a vida de Kal-El após sua nave cair na Terra, enquanto ele ainda era um recém-nascido. Mas como era Krypton antes disso? Essa é a premissa de Os Últimos Dias de Krypton, do renomado autor Kevin J. Anderson.

O livro nos apresenta Krypton, planeta natal do Superman, porém, anos antes de seu nascimento. Aqui, somos apresentados a um jovem Jor-El, futuro pai de Kal mas que, por hora, é conhecido como o mais renomado cientista kryptoniano e irmão de Zor-El, também cientista e líder de Argo City. Sua inteligência pode não ser muito compreendida mas, para o Conselho de Krypton, Jor-Ele é um gênio, e suas invenções são igualmente perigosas, sendo aqui confiscadas pelo chefe da comissão de Aceitação da Tecnologia, Comissário Zod.
Até então, o Conselho de Krypton pensa que o planeta está bem escondido de possíveis ameaças que poderiam surgir, e nem ao menos permitem que Jor-El trabalhe em qualquer coisa que envolva pesquisar civilizações fora de Krypton. Por enquanto, para os leitores, talvez não precise ser introduzido nenhum outro lugar, pois o autor nos dá uma bela descrição de como o planeta é. Desertos, estátuas, monumentos, homenagens para líderes antigos. Nunca fui muito fã de ficção científica, confesso, mas esse livro abriu portas para muitas possibilidades, uma vez que pude perceber como o universo da ficção científica pode ser incrível.

Somos também apresentados à uma jovem Lara, que é uma grande artista e imensamente fã do trabalho de Jor-El, mesmo sem entender muito como tudo funciona. Aos poucos, o autor nos introduz vestígios daquilo que já sabemos sobre a mitologia do Superman, como quando, muito sem querer, Jor-El abre um buraco de minhoca em seu laboratório, chamando o outro lado de Zona Fantasma. Em determinado momento, um dos maiores inimigos do Superman faz uma breve aparição, e um aliado conhecido é brevemente mencionado.


Porém, o grande foco é a ascensão de Zod. Aproveitando-se de uma tragédia, Zod utiliza-se de seus dons persuasivos e conhecimentos políticos para tornar-se o novo governante de Krypton. Ele conseguiu vários aliados para a sua causa. Não que todos eles tivessem muita escolha, até porque as ofertas de Zod eram tentadoras, e quem se opusesse às suas ideias seria castigado. Aos poucos, ele põe em prática o plano de tornar Krypton uma potência armamentista, utilizando-se da ideia de que o planeta pode sofrer outros ataques. Porém, por debaixo dos panos, ele está planejando outra coisa: moldar Krypton a seu bel prazer, e está conseguindo. Aos poucos, torna-se o vilão que tanto conhecemos, General Zod.

Como dito acima, o autor soube muito bem como trabalhar a ficção científica do livro. Cada projeto utilizado por Jor-El tem uma breve explicação, e alguns deles são utilizados durante o decorrer da história. As explosões são bem trabalhadas, assim como os laboratórios de pesquisa e os equipamentos de Jor-El. Você, como leitor, desejaria ter um laboratório como esses.

Num todo, o livro me atraiu bastante. A história é magnífica, e a leitura não é cansativa. Os personagens são cativantes, e cada um tem uma motivação própria, seja ela amor, ódio, vingança, desejo de conquista ou até mesmo ver o circo pegar fogo. Alguns personagens conhecidos, e uma enxurrada de referências. Foi uma ótima experiência ver como os pais de Kal-El se conheceram e, vai por mim, Zod é aquele personagem que você vai amar odiar.

Lembre-se, antes de haver o Superman, havia Krypton.

Nota:


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