24/08/2017

[Resenha] Mosquitolândia

Hey, gente. Tudo bem com vocês? Dessa vez sou eu, Bruna, que estarei postando a resenha aqui no blog. Espero que gostem.

Mary Iris Malone, Mim, é uma garota de 16 anos...e ela não está nada bem. Com o divórcio dos pais, Mim foi arrastada para Jackson, no Mississipi, para viver com seu pai e sua madrasta, Kathy. Em um dia, enquanto estava na aula de álgebra, o auto-falante da escola á convoca na sala do diretor. Ao se aproximar da porta entreaberta, Mim escuta a conversa de seu pai, sua madrasta e o diretor, e descobre três coisas importantes:

1)Sua mãe está doente;
2)Ela está em Cleveland, a 1.524 quilômetros dali;  
3)Sua mãe precisa dela.

Sem saber exatamente o que está fazendo, Mim sai calmamente da escola e segue até sua casa, pensando nas últimas semanas, em que parou de receber cartas de sua mãe e todas as vezes que tentava telefonar, ouvia o mesmo, “Este número não recebe ligações ou não existe”. A garota sobe até seu quarto e dentro de sua mochila, coloca o essencial para uma noite, itens como roupas, garrafa d’água, remédios e principalmente: sua maquiagem de guerra, um batom vermelho de sua mãe, que a conforta toda vez que ela traça linhas e retas, formando um desenho em seu rosto. Após pegar o necessário, Mim também precisará de dinheiro, e ela sabe exatamente onde encontrar: no quarto de Kathy há uma lata de café cheia de economias da mulher. E como a própria Mary Iris diz: “Todo bom personagem, seja na página ou na tela, é multidimensional. Os mocinhos não são de todo bons, e os vilões não são de todos maus. [...] Apesar de eu não ser vilã, não sou imune à vilania”.

E é então, que a jornada de nossa personagem começa, em um ônibus, com um caderno para escrever cartas para Isabel (alguém que vamos descobrir quem é conforme a leitura avança), onde ela vai narrar seus porquês por trás dos seus o quês.

Mosquitolândia foi uma grande surpresa, confesso. O principal motivo por tê-lo comprado foi a capa que, para mim, é uma das mais lindas. E fico muito feliz ao dizer que a história me agradou tanto quanto a capa, e que o livro se tornou um dos meus favoritos.
O livro é narrado em primeira pessoa, e nos traz uma personagem com questionamentos sobre a vida, usuária de um remédio para depressão que seu pai e seu novo médico acreditam ser necessário, e abalada por um acontecimento no passado um tanto conturbado, Mim se vê em diferentes situações durante essa viagem. Na poltrona do seu lado, uma senhora simpática chamada Arlene, com uma caixa misteriosa que pretende entregar a seu sobrinho Ahab, se torna uma grande amiga de Mim. E essa não é a única amizade que Mary Iris faz em sua viagem icônica, ela também conhece Walt, um garoto com Síndrome de Down que não tem família e Beck, um jovem com o sonho de ser fotografo que também está numa missão.Tudo pode acontecer ao longo dos 1.524 quilômetros.

Novas amizades, acidente, estupro. Encontrar-se e descobrir onde pertence, criar expectativas e perceber o quão parecido todos são, mas ao mesmo tempo tão diferentes em suas maneiras de pensar, agir e amar. Uma história sobre uma garota que sabe no fundo de sua alma que precisa chegar até sua mãe, e nada vai pará-la. Todos esses assuntos são abordados com calma durante a narrativa, nada é simplesmente jogado para fazer volume, Arnold (não o Schwarzenegger) soube desenvolver os temas sem deixar a desejar.
Com capítulos com menos de dez páginas, personagens cativantes, uma trama envolvente e cheia de reflexões fica fácil devorar está obra.

Nota: 


2 comentários:

  1. Jessé, você acredita que eu comprei dos livros desse? Um em português e outro em inglês para começar a aprender... ainda estão me aguardando... É muita leitura na lista... kkkkk... Esse mês tenho 11 livros na lista!

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