27/08/2017

[Resenha] Os Últimos Dias de Krypton

Ah, esse livro. Tenho-o há tanto tempo, e demorei demais para lê-lo. Se arrependimento matasse...

Todos nós conhecemos o Superman. Até mesmo sua avó já deve ter ouvido falar dele. Há tantas versões do kryptoniano que fica até difícil escolher uma favorita. Mas hey, e seu planeta? Nós conhecemos a vida de Kal-El após sua nave cair na Terra, enquanto ele ainda era um recém-nascido. Mas como era Krypton antes disso? Essa é a premissa de Os Últimos Dias de Krypton, do renomado autor Kevin J. Anderson.

O livro nos apresenta Krypton, planeta natal do Superman, porém, anos antes de seu nascimento. Aqui, somos apresentados a um jovem Jor-El, futuro pai de Kal mas que, por hora, é conhecido como o mais renomado cientista kryptoniano e irmão de Zor-El, também cientista e líder de Argo City. Sua inteligência pode não ser muito compreendida mas, para o Conselho de Krypton, Jor-Ele é um gênio, e suas invenções são igualmente perigosas, sendo aqui confiscadas pelo chefe da comissão de Aceitação da Tecnologia, Comissário Zod.


26/08/2017

[Curiosidades] Viagem no Tempo



Ah, vai dizer que você nunca quis viajar no tempo?

A ideia de viajar no tempo já é bem antiga, e tanto a literatura como as telonas / telinhas já representaram diversas maneiras de realizar esse feito grandioso e, claro, fazem isso tornar-se algo fácil. Entretanto, aqui, no mundo real, as coisas não são tão simples assim. Décadas se passaram, centenas de estudos foram feitos e, até agora (aparentemente), não foi criado um mecanismo ou qualquer outro método que permita viajar no tempo. Bom, talvez tenha sido criado e, de praxe, os governos estão escondendo de nós, meros mortais.

Como dito acima, o conceito de viagem no tempo é antigo, mas o que significa viajar no tempo? Bom, entende-se por viagem no tempo um deslocamento temporal, ou seja, você sai do presente e vai para o passado / futuro. Quem não gostaria de voltar no tempo e refazer algo, ou tomar uma decisão diferente da que foi tomada? É, é uma oferta tentadora, mas nem tudo são flores. Coisas boas aconteceriam se viajássemos no tempo, mas sabia também aconteceriam coisas ruins?




24/08/2017

[Resenha] Mosquitolândia

Hey, gente. Tudo bem com vocês? Dessa vez sou eu, Bruna, que estarei postando a resenha aqui no blog. Espero que gostem.

Mary Iris Malone, Mim, é uma garota de 16 anos...e ela não está nada bem. Com o divórcio dos pais, Mim foi arrastada para Jackson, no Mississipi, para viver com seu pai e sua madrasta, Kathy. Em um dia, enquanto estava na aula de álgebra, o auto-falante da escola á convoca na sala do diretor. Ao se aproximar da porta entreaberta, Mim escuta a conversa de seu pai, sua madrasta e o diretor, e descobre três coisas importantes:

1)Sua mãe está doente;
2)Ela está em Cleveland, a 1.524 quilômetros dali;  
3)Sua mãe precisa dela.

Sem saber exatamente o que está fazendo, Mim sai calmamente da escola e segue até sua casa, pensando nas últimas semanas, em que parou de receber cartas de sua mãe e todas as vezes que tentava telefonar, ouvia o mesmo, “Este número não recebe ligações ou não existe”. A garota sobe até seu quarto e dentro de sua mochila, coloca o essencial para uma noite, itens como roupas, garrafa d’água, remédios e principalmente: sua maquiagem de guerra, um batom vermelho de sua mãe, que a conforta toda vez que ela traça linhas e retas, formando um desenho em seu rosto. Após pegar o necessário, Mim também precisará de dinheiro, e ela sabe exatamente onde encontrar: no quarto de Kathy há uma lata de café cheia de economias da mulher. E como a própria Mary Iris diz: “Todo bom personagem, seja na página ou na tela, é multidimensional. Os mocinhos não são de todo bons, e os vilões não são de todos maus. [...] Apesar de eu não ser vilã, não sou imune à vilania”.

E é então, que a jornada de nossa personagem começa, em um ônibus, com um caderno para escrever cartas para Isabel (alguém que vamos descobrir quem é conforme a leitura avança), onde ela vai narrar seus porquês por trás dos seus o quês.

Mosquitolândia foi uma grande surpresa, confesso. O principal motivo por tê-lo comprado foi a capa que, para mim, é uma das mais lindas. E fico muito feliz ao dizer que a história me agradou tanto quanto a capa, e que o livro se tornou um dos meus favoritos.
O livro é narrado em primeira pessoa, e nos traz uma personagem com questionamentos sobre a vida, usuária de um remédio para depressão que seu pai e seu novo médico acreditam ser necessário, e abalada por um acontecimento no passado um tanto conturbado, Mim se vê em diferentes situações durante essa viagem. Na poltrona do seu lado, uma senhora simpática chamada Arlene, com uma caixa misteriosa que pretende entregar a seu sobrinho Ahab, se torna uma grande amiga de Mim. E essa não é a única amizade que Mary Iris faz em sua viagem icônica, ela também conhece Walt, um garoto com Síndrome de Down que não tem família e Beck, um jovem com o sonho de ser fotografo que também está numa missão.Tudo pode acontecer ao longo dos 1.524 quilômetros.

Novas amizades, acidente, estupro. Encontrar-se e descobrir onde pertence, criar expectativas e perceber o quão parecido todos são, mas ao mesmo tempo tão diferentes em suas maneiras de pensar, agir e amar. Uma história sobre uma garota que sabe no fundo de sua alma que precisa chegar até sua mãe, e nada vai pará-la. Todos esses assuntos são abordados com calma durante a narrativa, nada é simplesmente jogado para fazer volume, Arnold (não o Schwarzenegger) soube desenvolver os temas sem deixar a desejar.
Com capítulos com menos de dez páginas, personagens cativantes, uma trama envolvente e cheia de reflexões fica fácil devorar está obra.

Nota: 


23/08/2017

[Novidades] Rocco publicará O Coletor de Espíritos, de Raphael Draccon

Hey, gente. Tudo bem com vocês?

Acho que todos conhecem o autor Raphael Draccon, ou ao menos já ouviram falar dele. Além de roteirista, o cara é autor da trilogia Dragões de Éter, além de vários outros livros que o  deixou reconhecido na literatura nacional. A Editora Rocco, pelo selo Fantástica Rocco, anunciou que publicará O Coletor de Espíritos.

O livro nos apresenta Gualter Handam, antigo morador e hoje um prestigioso psicólogo. Ele se vê de repente obrigado a retornar ao vilarejo que povoa seus pesadelos. Depois de tantos anos, ele terá de encarar antigos fantasmas e enfrentaruma força desconhecida e furiosa, numa jornada de sacrifício e redenção que poderá finalmente libertar todo um povo das garras do medo.
Quando a chuva aflige o vilarejo de Véu-Vale pelo terceiro dia consecutivo, as ruas iluminadas por tochas ficam desertas. As janelas, uma a uma, se fecham. Nesses dias, quem caminha pelas ruas de Véu-Vale caminha sozinho…


O livro está em pré-venda, e você pode adquirir seu exemplar aqui.


19/08/2017

[Tag] O Garoto do Cachecol Vermelho





Hey, gente. Tudo bem por aí?

É, eu sei, não sou muito de fazer TAG's, mas essa vale a pena, pois é sobre nosso vândalo preferido, O Garoto do Cachecol Vermelho! O Garoto do Cachecol Vermelho é um livro maravilhoso, além de passar uma mensagem incrível. Chorei com poucos livros durante minha vida de leitor, e posso incluir esse livro na lista. Quando acabei a leitura, pensei que nunca mais leria nada que tivesse envolvimento com a história, até que XABLAU, a Ana Beatriz Brandão anuncia o lançamento de A Garota das Sapatilhas Brancas.
Com o lançamento de A Garota das Sapatilhas Brancas se aproximando, a autora criou a TAG O Garoto do Cachecol Vermelho, onde o objetivo é mencionar livros de acordo com a personalidade de alguns personagens do universo de DaniDani. Antes de começar a TAG, confira aqui a resenha de O Garoto do Cachecol Vermelho.

Bom, vamos lá?



15/08/2017

[Resenha] Selene e o Dragão

Tudo bem, é oficial: me rendi à literatura fantástica. Eu resisti, mas não consegui. E sabem por quê? Tá logo no título. Livros nessa temática são fantásticos. Obrigado, Eduardo Spohr!
Semana passada, eu já havia resenhado Alys - Elemento Alpha, um baita livro nacional que envolve literatura fantástica. O que vem agora? Selene e o Dragão.

Selene e o Dragão é o primeiro livro de A Última Lua Azul, da autora Marília G. Barbosa. O nome pode não ser excepcional, mas posso assegurar que a história é. A história começa com Selene, nossa protagonista, dando de cara com um dragão, enquanto fugia de sua aldeia em chamas. Infelizmente, ela foi a única sobrevivente. No universo criado pela autora, humanos e dragões são inimigos há séculos, tanto é que há até uma profissão para isso: caçador de dragões. O tal dragão estava ferido, e a única maneira que Selene encontrou para salvá-lo foi transformá-lo em humano. Ele surtou, claro, mesmo o efeito sendo temporário. Dragões odiavam humanos. Como ele poderia ser um deles? Drake, o dragão, aceita seguir viagem com Selene, apenas por causa de seu Código de Honra: se alguém lhe faz um favor de bom grado, você lhe deve dois favores.
O livro tem de tudo, sem exagerar em nada. A autora soube exatamente como mesclar mitologias (deuses) e várias criaturas. Não, não são só dragões. O mundo é muito antigo, e já existiram feiticeiros extremamente poderosos. Com a magia sendo banida, todo o conhecimento estava apenas em livros, que nem todos tinham acesso. Quem ousasse utilizar magia, pagaria com a própria vida. A escrita de Marília é fluida, deixando-nos cada vez mais ansiosos e curiosos a cada lenda que Selene conta para Drake, sem contar com as aparições frequentes de Diana, Deusa da Lua. A própria Deusa da Lua sabe que há a possibilidade de uma guerra mortal entre humanos e dragões e, segundo ela, apenas Selene poderia impedir tal coisa, caso encontrasse um pequeno artefato que está sumido há mais tempo do que se pode imaginar. Com um misto de raiva + a agradável companhia de Drake + não tenho nada a perder, Selene aceita a missão, e Drake aceita acompanhá-la.
Ora como dragão, ora como humano, Drake compartilha suas experiências com Selene, contando-lhe sobre os vários dragões existentes; Selene, por sua vez, conta-lhe sobre os humanos, deixando-o cada vez mais interessado por um inimigo que pode não ser tão inimigo assim.
Mistérios, batalhas e romance têm sua dose certa. A cada página, torcemos para que eles consigam o que buscam, seja algo pessoal ou que afete diretamente a missão. O livro é narrado em dois pontos de vistas, então é legal ver duas cenas narradas por pessoas diferentes, principalmente quando Drake está em sua forma de Dragão da Noite. Dragões são temperamentais e possessivos, e ver um dragão narrando em tais condições foi uma experiência divertida.
No geral, a autora cumpre bem a proposta. O livro é curto (299 páginas), e vai sempre direto ao ponto, sem perder tempo com momentos fúteis. Personagens cativantes e, como mencionado no começo da resenha, ela soube criar uma mitologia incrível, incluindo bibliotecas gigantescas com milhares de anos e milhares de livros. Seria esse meu sonho?

Gostou da história? Então participe do sorteio que tá rolando na page do blog e concorra a um exemplar de Selene e o Dragão AUTOGRAFADO.

Nota:


12/08/2017

[Curiosidades] Slender Man



Ah, nosso querido post de curiosidades. Demorou um pouquinho, até demais, mas ele voltou com tudo, e trouxe um amiguinho bem conhecido. Vai me dizer que nunca, nunca mesmo, ouviu falar do Slender Man?


Slender Man é uma das primeiras lendas urbanas da web, surgindo em 2009 num post do fórum Something Awful. Porém, viralizou numa velocidade surpreendente, e logo alcançou o  4Chan. Como o próprio nome diz, Slender Man é um homem esguio, alto e de pele branca, sem face. É descrito como usando um terno preto. Seus braços e pernas podem se alongar, deixando-o deformado e facilitando a captura de suas vítimas que, na maioria das vezes, são crianças. Ele gosta de florestas. Por usar roupa preta e ser magro, pode facilmente se camuflar entre as árvores. Ou seja, ele gosta de estar em locais onde há árvores e crianças. Escolas, parques, hortos municipais, florestas, etc. De acordo com a lenda, ele captura as crianças para fazer atividades para ele, como matar alguém em seu nome. É, meio bizarro, eu sei. E ninguém acreditava muito nessa coisa de "servir ao Slender Man" até que, em 2014, duas crianças de 12 anos esfaquearam uma coleguinha da escola 19 VEZES, e disseram que o ataque foi para "impressionar" nosso amigo esguio. Felizmente, a tal coleguinha foi resgatada e se recuperou. Mas há divergências, pois alguns acreditam que, na verdade, ele se alimenta das crianças, como uma sina, uma vez que os corpos das crianças desaparecidas nunca foram encontrados.





07/08/2017

[Novidades] Divulgada capa de O Homem Que Buscava Sua Sombra

Ah, alguém me segura! Eu não tô bem!

Como anunciado há algum tempo, a Companhia das Letras publicará O Homem Que Buscava Sua Sombra, quinto livro da série Millennium, iniciada pelo falecido autor Stieg Larsson, e considerada uma das melhores séries de romance policial de todos os tempos. Hoje, em seu Facebook, a editora divulgou a capa do livro, e tá incrível! O livro será lançado em setembro, então logo poderemos matar a saudade da nossa querida Lisbeth Salander!

Confira a sinopse:

Neste quinto volume, Lisbeth Salander precisa passar um curto período atrás das grades, num presídio que também abriga uma das maiores criminosas da Suécia, de alcunha Benito. Na cela ao lado, ela observa uma jovem muçulmana acusada de matar o irmão sofrer ameaças constantes da gangue racista de Benito, a “dona” do pavilhão. Mesmo sem ter acesso ao mundo exterior, Lisbeth dá um jeito de descobrir mais sobre as partes encobertas de sua infância traumática, depois que Holger Palmgren lhe apresenta pistas sobre um experimento pseudocientífico realizado com gêmeos. Claro que ela irá acionar o destemido jornalista Mikael Blomkvist para ajudá-la a desvendar esse mistério e a defender os desprotegidos, garantindo que os vilões paguem por seus crimes. Assim, a dupla está mais uma vez no cerne de um romance de tirar o fôlego, que aborda de modo fascinante muitas das graves questões que assombram o mundo hoje.

Enquanto O Homem Que Buscava Sua Sombra não sai, confira a resenha de Os Homens Que Não Amavam as Mulheres, primeiro livro da série.


02/08/2017

[Resenha] Alys - Elemento Alpha

Hey, gente. Tudo bem com vocês?

Não precisa ser autor pra saber disso: a literatura nacional não recebe a atenção merecida. Já faz algum tempo que escrevo. Há livros nacionais que poderiam ser melhores? Claro que sim, nunca disse que um livro precisa ser bom apenas porque é nacional. Um livro é um livro, e uma história ruim pode ser contada tanto por um autor brasileiro como por um norte-americano ou britânico. Penso já ter visto de tudo no mercado literário, mas vez ou outra acabo me surpreendendo. Dessa vez, foi uma surpresa boa.
É, confesso que me surpreendi com a leitura de Alys - Elemento Alpha. Só de olhar a capa, eu imaginei que o livro pudesse ter uma boa história, mas não pensei que seria uma experiência maravilhosa. A capa me encantou, e o prólogo me conquistou de vez.
A história se passa num futuro alternativo, onde metais começaram a surgir, e mudaram tudo. Agora, as cidades eram separadas de acordo com seus metais, e passaram a receber o nome de Células. Alys, a protagonista de cabelos brancos, tem um pai que a protege três vezes mais do que deveria. Ela adoraria saber o motivo, mas seu pai se esquiva sempre que ela pergunta o motivo.


01/08/2017

[Novidades] DarkSide publicará City of Stairs, de Robert Jackson Bennett

Hey, gente. Tudo bem com vocês?

Como anunciado anteriormente pela DarkSide Books, agosto seria o mês da fantasia na editora, já que muitos leitores reclamaram do atraso nas continuações de algumas obras. Hoje, no Facebook, a anunciou, num único GIF, exatamente a continuação de seus livros de fantasia. Porém, para a surpresa de muita gente, também foi anunciado que eles publicarão City of Stairs, do autor Robert Jackson Bennett. Não sabem quem ele é? Claro que sabem. É aquele autor norte-americano que eu entrevistei. Ele é autor de Mr. Shivers (ainda farei a resenha dele por aqui). Lembraram agora?
Como dito na entrevista, Robert já havia fechado contrato para ser publicado aqui no Brasil, mas ele não havia mencionado qual editora o publicaria. Só de saber que será a DarkSide, fico ainda mais feliz. Desde que li Mr Shivers, adquiri certa admiração pelo autor, e inclusive troquei alguns e-mails com ele, o que facilitou um pouco a entrevista. O cara pode não ser conhecido por aqui, mas já foi publicado em vários países. Ainda não li City of Stairs, mas mal posso esperar para lê-lo, pois estou na esperança de que seja tão bom quanto Mr Shivers.
Ah, Mr Shivers. Um dia você ainda será publicado por aqui. Pode ter certeza disso.