08/03/2017

[Review] Logan

Hugh Jackman despede-se com perfeição do papel que desempenhou durante dezessete anos



Foi lá em 2000 que o primeiro filme dos X-Men foi lançado, e foi também a primeira vez que vimos o ator australiano Hugh Jackman na pele do nosso querido carcaju. De lá pra cá, foram vários filmes, assim como altos e baixos. Em 2009, foi lançado o controverso X-Men Origins: Wolverine, mostrando-nos o início da história do herói. Mesmo não sendo o melhor dos filmes, garantiu uma sequência, intitulada Wolverine: Imortal.
Ano passado, foi lançado Deadpool. O filme foi sanguinolento e também um sucesso. Esse foi o pontapé inicial para que Logan fosse desenvolvido. Hugh Jackman e o diretor James Mangold (Wolverine: Imortal), e eles tinham carta branca para fazer o filme do jeito que quisessem. E isso funcionou muito bem.
Parte do sucesso de Deadpool deve-se ao fato de ser um filme com o selo +16 (Rated), ou seja, rolava sangue e palavrões adoidadamente. Logan fez o mesmo, e isso é um dos pontos altos do filme. Os outros filmes dos X-Men não tiveram tanta sanguinolência por parte do Wolverine, a marca registrada do personagem. Seguindo os passos de Deadpool, Logan também recebeu o selo +16, e esse é um dos pontos altos do filme. Cabeças realmente rolam, e não são os únicos membros a rolar. Braços voam pela tela, cabeças são perfuradas.
Logan é um filme de ação, claro, mas tem seu tom dramático, e é levemente inspirado na HQ Velho Logan. O cenário deserto e a ótima fotografia do filme contribuíram muito. A história se passa em 2029. Já não há muitos mutantes, e os poucos restantes são procurados pelo governo. Logan está velho, e seu fator de cura já não está em seus melhores dias. Depois de tudo o que passou, ele trabalha como motorista particular e cuida de um Charles Xavier velho e sem memória, que precisa tomar remédios controlados para não perder o controle.
Há uma última missão a ser feita. Logan precisa proteger a garotinha Laura e impedir que os Carniceiros, grupo de ciborgues mercenários, a capturem. Logan nos traz tudo o que os outros filmes dos X-Men deveria ter trazido. Cabeças rolam, claro, mas, acima de tudo, o filme nos apresenta o conceito de família. Como dito, Logan está velho, e Charles está mais velho ainda. A idade pesa, a consciência pesa. É um filme de mutantes, claro, mas Logan nunca teve um papel tão humano durante esses anos. Ninguém envelhece sem arrependimentos, e ajudar Laura parece ser o jeito certo de encerrar uma vida cheia de acertos e erros.
Por falar em acertos, Laura / X-23 foi um dos grandes acertos do filme. A garotinha pareceu um pouco desconfortável com o papel durante um tempo, mas soube dar conta do recado quando precisou entrar em ação e chutar bundas (e socar a cara de Logan).
Lembram-se do primeiro trailer do filme? Toca Hurt, do Johnny Cash, e a música representa exatamente o que Logan está sentindo:

Eu me machuquei hoje
Para ver se ainda sinto
Eu foco na dor
A única coisa que é real

O filme tornou-se um de meus favoritos. É a despedida de Hugh Jackman do papel de Wolverine, e é também a melhor atuação do ator na pele do herói que interpretou por tanto tempo. Foram dezessete anos interpretando o papel no cinema, mas Jackman sempre será Logan.

Nota:


5 comentários:

  1. Haa to louca para assistir! Hugh jackman, eterno Logan.

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  2. É um texto incrível, muito emocionante. Seu texto também ficou incrível.

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