27/11/2016

[Resenha] Filhos do Éden: Paraíso Perdido

Hey, galera. Tudo bem com vocês?

É, infelizmente, mais uma trilogia chega ao fim. E, com certeza, é uma que não me esquecerei. Eu já havia me impressionado com a de Spohr com A Batalha do Apocalipse. Não fiquei muito animado quando descobri que ele lançaria uma trilogia que se passava antes dos eventos de A Batalha do Apocalipse, e só fui dar uma chance para a trilogia quando o último livro, Paraíso Perdido, estava prestes a ser lançado.
E, mais uma vez, fui surpreendido. Spohr conseguiu criar uma história fantástica, com reviravoltas impressionantes. Herdeiros de Atlântida foi muito bom, mas meus amigos, Anjos da Morte é uma lenda. Acho improvável que eu tenha gostado tanto de outro livro como gostei dele. Se você acha que já tinha mais perguntas do que respostas no primeiro livro, isso piora no segundo, pois conhecemos um pouco mais do passado de Denyel. Ao mesmo tempo, no presente, Kaira continua sua missão.
Como sempre, a resenha contém alguns spoilers. Prossiga por sua conta e risco.




Paraíso Perdido começa pouco tempo depois dos acontecimentos finais de Anjos da Morte. Kaira e Urakin chegam à Asgard e encontram Denyel. Para ele, muito tempo havia se passado, mas ele sabia que, em Asgard, o tempo passava mais depressa que o normal. Eles querem voltar para Midgard - a Terra -, mas não podem. Após a morte de Thor, Lady Sif tornou-se Rainha Sif, Cabelos de Trigo, e passou a governar o reino, mas as coisas não iam muito bem por lá. Os gigantes dominavam tudo e, ainda por cima, estavam com Heimdall, o Observador, aquele que guardava a ponte Bifrost. Se eles quisessem recuperar Heimdall e recuperar o acesso à Bifrost, teriam de recuperar Mjölnir, o poderoso martelo de Thor, que estava em posse do inimigo desde a morte do Deus do Trovão.
E é exatamente isso que eles fazem! Kaira, Denyel e Urakin vão em busca do Mjölnir, mesmo sabendo que não seria uma tarefa fácil, pois o martelo estava em posse de um dos piores inimigos que os asgardianos já haviam enfrentado. Eles quase morreram, quase mesmo, mas um deles provou-se digno o bastante de levantar Mjölnir, e usou o martelo para vencer a batalha. Com o martelo em mãos, eles agora tinham uma pequena chance de vencerem a guerra. Como todos imaginam, eles vencem. Com a ajuda de Heimdall, eles voltam para a Terra, indo para Nova York. Lá, eles têm uma surpresa. Yaga, uma antiga inimiga, decide fazer um pacto, dizendo que a guerra que se aproxima é pior do que qualquer outra. Em tempos como esses, alianças precisam ser feitas, por causa de um único inimigo em comum: Metatron, o Primeiro Anjo, também conhecido por Rei dos Homens sobre a Terra ou Anjo Supremo. O primeiro anjo quer recuperar o Jardim do Éden, seu Paraíso Perdido, e vai matar todo mundo que não se juntar à ele.
Durante a busca de Kaira e seus amigos por Metatron, ainda temos algumas cenas que se passam no passado, com Ablon, o protagonista de A Batalha do Apocalipse, procurando o Primeiro Anjo. Desde já conseguimos ver a lealdade do Vingador.
Alianças improváveis são feitas e coisas bombásticas são reveladas. Inimigos tornam-se amigos e aqueles em quem mais confiamos revelam-se traidores desgraçados. Entretanto, vale muito a pena, pois todas as pontas soltas realmente começam a fazer sentido, e coisas que você nem imaginava revelam-se como verdadeiras. E, por ser o último livro, ROLA MUITA TRETA. Sério, não é treta de dois ou três guerreiros, mas de exércitos inteiros. Imagine, só imagine dois exércitos lutando até a morte, enquanto outras brigas paralelas acontecem. Foi insano!
Paraíso Perdido é o fim perfeito para a trilogia. Cada personagem foi muito bem explorado. Spohr nos dá seu melhor. Ele mistura a mitologia nórdica e grega, sem que isso pareça tolo ou desnecessário. Cada pequena parte da história tem sua importância, e faz total sentido. Talvez não naquele momento (temos coisas importantes que só foram reveladas nos capítulos finais), mas são. Se eu tivesse que escolher qual livro da trilogia eu mais gostei, seria Anjos da Morte. Qual personagem? Denyel, sem dúvidas. De alguma forma, me identifiquei com o jeitão solitário dele.
Como eu disse, rolou treta. Com tretas, temos mortes. Algumas foram merecidas, alguns morreram de forma honrada, mas juro que não estava preparado para uma das mortes, e acho que nunca vou acreditar que ela realmente aconteceu.

Filhos do Éden: Herdeiros de Atlântida
Filhos do Éden: Anjos da Morte

Nota:

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