12/08/2016

[Resenha] Joyland

Hey, gente bonita. Tudo bem com vocês?

Recentemente, adquiri o livro Joyland, do autor Stephen King. Antes de começar a leitura, pedi a opinião dos universitários, e a maioria disse que esse era um livro um tanto quanto diferente do que King está acostumado a escrever. Eu li o livro e, bom, eles estavam certos. Me identifiquei tanto com o livro que é meio complicado de explicar, mas talvez seja porque a vida do nosso querido protagonista seja um pouco (muito) parecida com a minha.

Joyland nos leva até a Carolina do Norte, em 1973, e nos apresenta a Devin Jones, um rapaz que leva uma vida um tanto quanto normal, mas bem agradável. Como ele mesmo se apresenta, um virgem de 21 anos com aspirações literárias e uma namorada, que não parece gostar tanto dele quanto ele imagina. Wendy Keegan era de Portsmouth, New Hampshire, enquanto Dev era de South Berwick, Maine. Eles começaram a sair quando ambos ingressaram na Universidade de New Hampshire, ficando juntos por dois anos. Ela trabalhava na biblioteca; ele trabalhava no refeitório. Tudo estava maravilhosamente bem (assim ele pensava), até que Wendy anunciou que ela e uma amiga haviam conseguido um emprego em Boston. Dev pensou que Wendy iria, de certa forma, ficar dividida entre ir ou não ir. Ah, como ele estava enganado. Ela aceitou de primeira, e só faltou cantar "é só isso, não tem mais jeito, acabou, boa sorte!".

Após a "perda", Dev decide recomeçar, e acaba conseguindo uma vaga de emprego no parque Joyland, na Carolina do Norte. Afinal, quem não iria querer trabalhar num lugar onde a primeira linha do anúncio era Trabalhe no paraíso?  Antes de ser propriamente contratado, Dev vai até o local, para "reconhecimento de campo", afinal, ele está entrando de cabeça num mundo totalmente novo, por causa de alguém que não o merecia. Em Joyland, ele acaba conhecendo pessoas incríveis e acolhedoras, como Madame Fortuna e Lane Hardy. Ele acaba descobrindo que o mundo dos parques de diversões tem uma linguagem própria, como chamar todos os visitantes de Bob's ou chamar uma garota bonita de graça.

Nunca é fácil sair de casa, mas o pai de Dev acaba aceitando numa boa a partida do filho. Dev aluga um quarto na pensão da Sra. Shoplaw. Devin acaba descobrindo que, como em todo e qualquer parque, Joyland também possui uma história macabra em seu passado. Podia não ser uma história de fantasmas, mas era definitivamente uma história de assassinato. Quatro anos antes, a garota Linda Gray foi morta no parque, e rezava a lenda que seu espírito ainda assombrava o local, esperando que algo - ou alguém - lhe libertasse. Uma das Garotas de Hollywood, contratadas para tirar fotos por toda a Joyland, acabou tirando fotos do possível assassino, mas tais fotos não revelavam muita coisa, e o assassino não havia sido descoberto até então. Em Joyland, havia várias equipes de funcionários, cada uma levando um nome de um cachorro diferente. Cada equipe era formada por um líder, que normalmente era um funcionário mais experiente. Foi em sua equipe que ele acabou conhecendo Erin e Tom, que viriam a ser namorados, e seus melhores amigos.

O tempo passou e Devin amadureceu, mais rápido do que ele pensou que aconteceria. O tempo de experiência em Joyland havia acabado. Tom e Erin decidiram ir embora, mas, estranhamente, Devin optou por ficar ali. Ele realmente gostava do lugar, e ainda estava intrigado com o assassinato de Linda Gray, até porque ele queria ver o tal fantasma, assim como Tom havia visto. Num dia parcialmente normal, ele vai caminhar na praia, e acaba conhecendo duas pessoas que mudariam sua vida, assim como Madame Fortuna havia lhe dito. Uma dessas pessoas é Mike, um menino com um dom especial e uma doença grave. Assim como haviam prometido um ao outro, Jonesy (como Devin passa a ser chamado pelos funcionários de Joyland), manteve contato com Tom e Erin, ainda mais depois que Erin descobriu algo inacreditável sobre o assassinato de Linda Gray (sem spoilers). Quanto mais Jonesy investiga, mais fundo ele vai, e acaba se surpreendendo ao descobrir algumas coisas.

Joyland é, de fato, um livro diferente de King. Ele é um livro fofo e, ao mesmo tempo, policial e triste, muito triste. Sério, se preparem. Ele nos ensina que podemos superar algumas perdas. Talvez nunca nos esqueçamos de algo, mas a dor acaba ficando menos intensa. Joyland também nos ensina o valor de uma verdadeira amizade, nos ensina que uma escolha precipitada pode ser uma das melhores escolhas de nossas vidas e, acima de tudo, nos ensina que é possível viver e ser feliz sem pessoas idiotas como Wendy Keegan.

Sejam bem-vindos a Joyland, o lugar onde vendemos de tudo. Principalmente diversão.

Nota:

9 comentários:

  1. Opaaa q tem resenha nova por aki... já é mais um pra loooonga lista rsrs... vlwww.. bjs

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    1. Minha lista de leitura é uma das coisas infinitas que existe haha

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  2. hahaha eu ri do "é só isso, não tem mais jeito..."
    Esse é mais um dos livros que eu já ouvi falar muito, mas que nunca havia lido resenha.
    Achei bem interessante, só não entendi por que ele é fofo hahaha e também não entendi por que chamar os visitantes de Bob's, mas tudo bem. É uma capa bem bacana e Stephen "The" King é Stephen "The" King :p

    Beijos,
    Kemmy|Duas leitoras

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    1. É fofo por causa do que Dev passou, e como ele superou isso. Também por causa de Mike, o menino que ele conhece. Digamos que Mike trouxe um pouco de luz para as trevas dele.
      Bom, eu até entendo chamar de "Bob's". Todo local deve ter uma gíria para seus visitantes. Em parques de diversões era Bob.

      Beijos :3

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  3. Nunca tinha ouvido falar nesse livro
    Pela capa eu não curti, mas a sua resenha me deixou bem curiosa!
    Beijoo

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    1. A capa realmente podia ser um pouco diferente, mas a história vale a pena ser lida.
      Beijinhos :3

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  4. Que resenha gostosa de ler!Quero ler!Amei!

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  5. Que resenha gostosa de ler!Quero ler!Amei!

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