11/07/2016

[Creepypastas] A Casa na Floresta

Hey, galera! Tudo bem com vocês?

Adivinhem quem voltou? Isso mesmo! As creepypastas voltaram ao blog \o/ Peço perdão pela ausência delas, e tentarei trazê-las com mais frequência.

O ano era 2043. Há alguns anos, o mundo foi tomado por uma praga mortal, que matou boa parte da população mundial, ou praticamente toda a população mundial. Era provável que a segunda opção fosse a correta, pois fazia muito tempo desde que eu havia visto outro humano pela última vez. O governo nunca confirmou, claro, mas, de alguma forma, foi criada uma forma de trazer células-mortas de volta à vida. Isso mesmo. Mortos-vivos.
Aquilo simplesmente aconteceu. Era um dia normal para a maioria de nós quando aquilo começou. Pessoas começaram a correr de um lado para outro, sem saber o que fazer. Quem tinha seu próprio veículo, trancou-se nele e saiu dali. Quem estava a pé, acabou sendo capturado. Não demorava mais do que dez segundos para que um humano contaminado morresse e voltasse à vida. Eu estava prestes a deixar Samantha, minha filha, em sua escola. Quando notei o alvoroço, chamei-a de volta e saí dali. Precisávamos voltar até o trabalho de Samantha, minha esposa, e buscá-la. Tentei ligar para ela, mas não consegui. Só caía na caixa postal. O caos estava armado, a população estava mergulhada em desespero e ninguém sabia o que fazer.
- Pai, o que está acontecendo? - indagou Lori, minha filha de 12 anos. - O que são essas coisas?
- Não sei, filha - respondi. - Eu não sei.
Chegamos ao hotel onde Sam trabalhava, e tivemos uma surpresa. O local estava tomado pelas criaturas, e não parecia que havia alguém vivo ali. Doía ter que fazer aquilo, mas eu precisava. Lá no fundo, eu sabia que ela não tinha tido nenhuma chance.
Dei partida no carro e saí dali, desviando de outros veículos e de criaturas que corriam em nossa direção.
- Cadê a mamãe? Você não vai esperá-la?
- Não há tempo, Lori. Não podemos mais esperar. Se continuarmos aqui, vamos morrer. Eu sinto muito, filha.
Lori desabou em lágrimas no banco do passageiro. Precisei me controlar para não chorar também. Não podia acreditar que aquilo realmente estava acontecendo. Fomos para nossa casa. Pegamos tudo o que conseguimos e deixamos a cidade, indo para nossa casa de campo, que ficava há alguns quilômetros dali. Nossos celulares já estavam sem sinal, e aquilo significava que as coisas estavam cada vez mais fora do controle.
- Você está bem, filha? - perguntei, quando adentramos em nossa casa de campo, pensando que estávamos seguros.
- Não, é claro que não estou! Eu quero minha vida de volta! O que é tudo isso? O que são aquelas coisas lá fora?
- Creio que descobriremos em breve - falei.
Alguns dias se passaram, e tudo pareceu ficar mais calmo. Estávamos sem energia, então nada de banho quente. Entretanto, tínhamos mantimentos, e tínhamos um ao outro. Era isso o que importava.
Até a noite do décimo dia.
Lori já estava dormindo. Eu estava do lado de fora, observando o céu estrelado, quando ouvi passos. Muitos passos. Eu duvidava que fosse só alguém tentando invadir o local.
Voltei correndo para dentro de casa.
- Lori, vamos sair daqui! - gritei. Ela acordou assustada, mas logo levantou-se e tratou de pegar tudo o que conseguiu. Porém, era tarde demais. Quando olhei para trás, vi que estávamos cercados por várias criaturas. Não importava para onde fôssemos, nunca seria o bastante. Eles sempre nos encontrariam.
Assustado, voltei minha atenção para Lori, mas a cena que presenciei me assombraria pelo resto de meus dias: minha filha havia sido capturada, e estava sendo devorada por várias criaturas. Seus gritos ecoavam pelo lugar, mas já não havia mais escapatória. Peguei a mochila de sua mão e, enquanto ouvia ela gritando por mim, saí correndo dali. Fui para o carro e fugi, sem nenhum destino. Eu só queria estar a salvo.
Viajei durante alguns dias, parando apenas para dormir, e só quando tive certeza de que estava a salvo para dormir. Acabei encontrando uma casa vazia numa floresta. Não era nada aconchegante, mas era longe da cidade, o bastante para que eu não temesse por minha sobrevivência.
O tempo passou, e nenhuma daquelas criaturas horrendas apareceu. Eu não tinha a melhor das vidas, mas ao menos ainda estava vivo. Entretanto, estava sozinho ali, sem nenhum contato com o mundo humano, e sem ao menos saber se algum outro humano havia sobrevivido. Não havia muitas maneiras de me divertir, então eu passava boa parte do dia deitado ou sentado, apenas pensando em tudo o que eu poderia fazer se ainda tivesse minha vida. Pensei em com Sam e Lori estariam. Mesmo estando sozinho ali, às vezes eu podia jurar que alguém falava comigo. Mas eu não estava louco. Não tinha ninguém ali. Era impossível.
As vozes tornaram-se cada vez menos frequentes. Às vezes eu falava algo em voz alta, mas já não obtinha mais respostas. Durante um tempo, tive a leve impressão de que havia algo, ou alguém embaixo da minha cama. Eu sempre olhava lá, e nunca encontrava nada. Com o tempo, essa sensação também passou.
O dia amanheceu. Para mim, já não fazia diferença, pois para mim já não importava se era dia ou noite. Entretanto, aquele dia foi diferente. Eu estava sentado no chão, abraçando meus joelhos.
Alguém bateu à porta.

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Dias presentes

O local estava bem calmo, mas parecia que um dia longo se aproximava. Alguém que parecia ser da polícia, ou algo do tipo, adentrou o local, pedindo para visitar um dos pacientes.
- Claro - respondeu o enfermeiro. - Acompanhe-me.
O enfermeiro e o agente caminharam lentamente pelos corredores brancos, parando em frente à uma porta igualmente branca.
- Pode me falar um pouco mais sobre o paciente? - pediu o agente.
- Bom, ele é John Mitchel. Foi preso há seis anos, por canibalismo. O cara matou e comeu sua esposa e filha. Literalmente. Ficou um tempo preso, e depois foi enviado para nossa clínica psiquiátrica.
- Sim, é ele mesmo quem eu estava procurando - respondeu o agente. Havia um pequeno sorriso em seu rosto.

6 comentários:

  1. Respostas
    1. Vai se preparando, pois elas serão mais frequentes aqui no blog *---*

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  2. Gente, tô bobo, amei <3 O final nem se fala... <3 Nossa... Isso me lembrou um pouco de The Last Of Us Remastered com uma junção do filme O Mistério das Duas Irmãs <3
    blogcarlosabreu.blogspot.com.br

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    1. Ah, que é isso, cara haha ser comparado com The Last of Us não é para qualquer um.
      Muito obrigado <3

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  3. Nossa adooooreeei, e que final heem *o*
    Bjs

    www.jayhanadenardi.blogspot.com.br

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