26/07/2016

[Curiosidades] Experimento Filadélfia

Hey, galera. Tudo bem com vocês?

Vai falar que você nunca quis viajar no tempo, seja para corrigir um erro ou só para saber como foi determinada época? Seria bem maroto, né?
E se eu dissesse que isso possivelmente aconteceu?

U.S.S. Eldridge
O ano era 1943, durante a Segunda Guerra Mundial. Os EUA, assim como seus aliados, estavam perdendo feio. Tentando virar o jogo, a Marinha Americana deu início à operação conhecida como Projeto Rainbow, com um único objetivo: transformar os navios invisíveis a radares. Radares, não visualmente. Quem estava por trás do projeto? Albert Einstein.

De acordo com a lenda, para darem a volta por cima, eles tentaram criar um navio que fosse invisível aos radares e, para isso, se basearam na Teoria do Campo Unificado que, basicamente, permite que todas as forças fundamentais entre partículas elementares sejam descritas em termos de um único campo. Se já leram coisas sobre a Segunda Guerra, sabem que foram tempos difíceis. Basicamente, haveria um campo eletromagnético ao redor do navio, tornando impossível a percepção de radares, assim como impediria o navio de ser atingido por torpedos. Todos os tipos de testes e experiências foram realizados, inclusive em humanos. A teoria foi criada pelo próprio Einstein, que tentou unificar a teoria da relatividade geral com o magnetismo. Entretanto, alguns acreditam que eles realmente tentaram fazer navios invisíveis aos olhos humanos.

A Marinha Americana conduziu o experimento em 28 de outubro de 1943, usando o destróier U.S.S Eldridge, que tinha o tamanho de um campo de futebol, sob o comando de Franklin Reno. Como várias coisas que não deram certo naquela época, isso também não deu certo. Bom, não do jeito que eles queriam. Os geradores foram ligados e, bom, o que aconteceu a seguir foi assustador. Quando o experimento foi iniciado, uma névoa verde cobriu o navio. Quando a névoa se desfez, o Eldridge não estava mais lá! Ordenaram que o projeto foi finalizado, e o navio realmente reapareceu, há centenas de quilômetros do ponto original, em Norfolk, Virgínia, EM 1983! Isso mesmo. O U.S.S. Eldridge foi teletransportado para o futuro! A Marinha ficou desesperada com as consequências. Algumas pessoas haviam desaparecido; algumas estavam loucas e outras ficaram coladas ao metal do navio.

Mas como ter tanta certeza do local e data onde o navio reapareceu? Bom, houve testemunhas. O marinheiro Carl Allen estava em Norfolk, a bordo do Liberty USS Andrew Furuseth. Os possíveis sobreviventes foram enviados para centros psiquiátricos militares, onde passaram por lavagens cerebrais, para esquecer-se do ocorrido. Após alguns anos, Allen passou a enviar cartas para o astrônomo Morris K. Jessup, da Universidade de Michingan, que publicou o livro The Expanding Case of UFO, em 1955.

Sem o conhecimento de Jessup, um exemplar de seu livro foi enviado para o Escritório de Pesquisas Navais da Marinha Americana. Um ano depois, ele recebeu um singelo convite para comparecer ao tal escritório. Uma cópia de seu livro lhe foi apresentado, e a mesma estava cheia de anotações. Três cores diferentes, três fontes diferentes. Logo, três pessoas diferentes. Podia ser só um livro com anotações, certo? Não exatamente. A Marinha chegou a publicar o tal livro com as tais anotações, e essa nova versão do livro ficou conhecida como Edição de Varo. Jessup morreu dois anos depois, de asfixia, dentro de seu veículo. Suicídio ou queima de arquivo?

Ainda não acabou. Senta que lá vem a história. Em 1969, Allen foi até o Escritório de Pesquisa de Fenômenos Aéreos, no Arizona, e disse que toda a história havia sido inventada. Porém, Allen voltou atrás novamente, e colaborou para a pesquisa dos autores William Moore e Charles Berlitz, que viriam a publicar o livro Experimento Filadélfia: Projeto Invisibilidade.

O livro virou um sucesso, claro, e Hollywood logo o transformou num filme, chamado de Experimento Filadélfia. E é aí, meus amigos, que tudo volta a ficar complicado. O tal filme, lançado em 1984, trouxe à tona uma suposta nova testemunha: Alfred Bielek. Bielek tinha Ph.D em Física pela Universidade de Harvard e, pasmem, o cara afirmou que estava a bordo do U.S.S. Eldridge! Segundo ele, ele havia sofrido lavagem cerebral, mas suas lembranças voltaram, em detalhes, após ele ter assistido ao filme. Ele sustentou sua história através de palestras, livros e conferências (seu Ph.D foi bastante útil).

O U.S.S. Eldridge foi colocado fora de serviço em 17 de junho de 1946. Em 15 de janeiro de 1951, ele foi transferido para o Programa de Assistência Mútua da Grécia e foi rebatizado como HS Leon. Leon foi desmantelado em 5 de novembro de 1992 e, em 11 de novembro de 1999, foi vendido como sucata.



Projeto Mountauk

O Projeto Mountauk foi uma série de projetos secretos do governo dos Estados Unidos realizados na Estação da Força Aérea de Mountauk, Long Island, com a finalidade de desenvolver várias bizarrices, como controle da mente e viagens no tempo. Dizem que o Projeto Mountauk foi criado como uma consequência das histórias que cercam o U.S.S. Eldridge. Devido à falta de evidências, o projeto foi considerado um mito. Sabe Stranger Things, a nova série amorzinho da Netflix? Então, meus amigos. A série, que deveria se chamar Mountauk, é baseada no que o Projeto Mountauk supostamente foi criado para fazer. Imaginem, IMAGINEM se esse projeto realmente existiu! E se ele ainda existir, em outra localidade? Bom, talvez nunca saibamos disso.

E aí? O que acham disso? Acreditam? Não passa de lorota? E se vocês pudessem viajar no tempo, para onde gostariam de ir?





18/07/2016

[Curiosidades] Zodíaco

Hey, galera! Tudo bem com vocês?

Adivinhem quem voltou? Adivinhem quem voltou?
Posts de curiosidades \o/
Peço perdão por ter dado uma sumida com eles, mas eles voltaram, e espero que seja pra ficar. Entretanto, esse tipo de post é um tanto complicado de se fazer, então vai depender de vocês eu continuar fazendo ou não. Se gostarem, comentem, compartilhem e sejam felizes :3

Esse primeiro post de retorno será sobre Zodíaco. Não, nada de signos. Estou falando sobre o Assassino do Zodíaco. Como assim, nunca ouviu falar dele? Pegue a pipoca e se prepare, pois vou te contar.

Primeira carta que o Zodíaco enviou à policia
Zodíaco foi um serial killer que matou várias pessoas na baía de São Francisco entre 1960 e 1970. Você pode não saber, mas ele é um dos casos mais conhecidos do mundo, principalmente conhecido por não ter sido resolvido até hoje. Isso mesmo, amiguinhos. Ninguém faz a mínima ideia de quem seja o Zodíaco (ou talvez façam, mas não quiseram revelar isso ao público). Como se não bastasse matar quem desse na telha, ele mandava cartas criptografadas à polícia, como você pode ver ao lado. O cara matava todo mundo e ainda zombava da polícia. Muito inteligente ou muito burro? Ficarei com a primeira opção, uma vez que, até hoje, nem todas as cartas do Zodíaco foram decifradas. Você não leu errado. Passaram-se quatro décadas, e nem todas as cartas criptografadas foram decifradas. Na época, CIA, FBI, NSA e várias outras agências disponibilizaram suas maiores mentes para desvendar as tais cartas, mas foi em vão. Segundo o próprio Zodíaco, ele revelava seu nome em uma dessas cartas.
Um livro - intitulado Zodíaco - foi escrito por Robert Graysmith. Na época, Graysmith era cartunista do San Francisco Chronicles. Ele era o tipo de cara solitário, de poucas palavras, mas que adorava mistérios (parece comigo haha), e foi assim que ele acabou se envolvendo com Paul Every, que fazia o trabalho de repórter investigativo no mesmo jornal onde Robert trabalhava.

Retrato-falado do possível assassino
"...Adoro matar pessoas...é mais divertido do que caçar, porque o homem é o animal mais perigoso de todos. Meu nome é Zodíaco.", disse ele, na carta a qual foi decifrada.

Zodíaco matou várias pessoas ao passar dos anos. De acordo com uma carta enviada à polícia, ele fez 30 vítimas, mas podem ter sido muito mais. Talvez estejam errados, mas a primeira pessoa que foi declarada assassinada pelo Zodíaco foi a estudante Cheri Jo Bates, em 30 de outubro de 1966, um dia antes do Halloween. A partir daí, meu amigo, as coisas foram de mal a pior. Cheri foi morta com três facadas no peito, uma nas costas e SETE facadas no pescoço, sendo praticamente degolada. Nosso amiguinho aqui era sangue-frio e, aparentemente, não tinha um bom motivo para matar cada uma de suas vítimas. Como ele mesmo disse, ele adorava fazer isso.
O próximo caso conhecido de Zodíaco ocorreu em 1968, aos arredores de Vallejo, Califórnia, onde ele atirou na cabeça de David Faraday e disparou CINCO vezes contra as costas de Betty Lou Jensen, enquanto a garota tentava fugir.
Após esses assassinatos nas proximidades de Vallejo, a polícia atribuiu outro assassinato ao nosso amiguinho: Mike Mageau e Darlene Ferrin, em 1969. Os dois foram baleados, mas somente Mike sobreviveu. Inclusive, foi ele - junto com Bryan Hartnell, outro sobrevivente - quem contribuiu para o retrato-falado que vocês estão vendo. No carro de Hartnell, Zodíaco deixou um bilhete informando as datas dos assassinatos anteriores, como uma forma de comprovar sua identidade. Os dois sobreviventes ajudaram a polícia a criar um retrato-falado do assassino, que foi descrito como um homem branco, robusto e que deveria ter seus quase 30 anos, de cabelo curto castanho e óculos. As vítimas afirmaram também que, durante os ataques, Zodíaco usava uma espécie de capa.
Abaixo, vocês podem ler outros trechos decifrados:

“Aqui quem fala é o Zodíaco. A propósito, vocês já resolveram a última cifra que enviei? Meu nome é… [CÓDIGO]. Estou levemente curioso com quanto dinheiro vocês estão pagando de recompensa pela minha cabeça. Espero que vocês não pensem que eu era aquele que apagou um policial com uma bomba na delegacia. Embora eu tenha falado de matar crianças com uma. Não seria certo invadir o território de outra pessoa. Mas há mais glória em matar um policial do que em matar uma criança, porque um policial pode atirar de volta. Já matei dez pessoas até hoje. Teria sido muito mais, mas minha bomba falhou. Eu fiquei alagado pela chuva que tivemos algum tempo atrás.”

“Aqui quem fala é o Zodíaco. Eu fiquei bastante irritado com o povo da Bay Area de San Francisco. Eles não acataram meus desejos de que usassem um bottom com meu símbolo. Prometi puni-los se não acatassem, aniquilando um ônibus escolar. Mas agora as escolas estão de férias pelo verão, então eu os puni de outra maneira. Atirei em um homem sentado em um carro estacionado com um .38. O mapa que acompanha este código diz onde a bomba está. Vocês têm até o outono para desenterrá-la.”


Com a fama do serial killer, várias pessoas foram até à polícia, alegando ser o Zodíaco, mas nenhuma delas era nosso amiguinho. Recente, uma pista calorosa sobre o Zodíaco foi revelada. No entanto, ninguém sabe a veracidade dela. No início de 2014, o escritor Gary L. Stewart, de O Animal Mais Perigoso de Todos (The Most Dangerous Animal of All) disse ser filho do assassino. Com a ajuda da jornalista Susan Mustafa, o autor conta que descobriu tal coisa quando resolveu ir atrás de seu pai biológico. Como relatado no livro, há indícios forenses de que Zodíaco realmente seja seu pai.

Há um filme de 2007, com o mesmo nome do livro no qual foi baseado. Ele é dirigido por David Fincher e os atores principais são Robert Downey Jr., Mark Ruffalo e Jake Gyllenhall. Fincher resolveu pesquisar pessoalmente sobre o caso, indo investigar parentes das vítimas. Ele foi tão fundo em suas investigações que uma das cartas que ele encontrou ainda não havia passado pelo teste de DNA.
Símbolo usado pelo Zodíaco como assinatura

Uma lista (em ordem alfabética, não de morte) de algumas das vítimas de Zodíaco:

Betty Lou Jensen, 16 anos;
Bryan Calvin Hartnell, 20 anos;
Cecilia Ann Shepard, 22 anos;
Darlene Elizabeth Ferrin, 22 anos;
David Arthur Faraday, 17 anos;
Michael Renault Mageau, 19 anos;
Paul Lee Stine, 29 anos.


14/07/2016

[Parceria] Vitor Moreira dos Santos

Hey, galera! Tudo bem com vocês?

Só queria dizer que o blog agora é parceiro do autor Vitor Moreira dos Santos! ~ tuts tuts tuts ~
Vitor é autor do livro O Legado do Outono, que será publicado pela editora Lótus.


Biografia: Vitor Moreira dos Santos nasceu em Franca, no interior de São Paulo. Sempre gostou de ler os curiosos livros de fantasia que via, interessando-se pelo tema desde cedo, rasurando os cadernos da escola nas horas vagas. C. S. Lewis é seu autor preferido, sua obra, As Crônicas de Nárnia, o fisgou com cada letra adornada de magia, inspirando e encorajando a passar tudo para o papel. Autor de mais aventuras fantásticas, vive com a cabeça imersa em poemas e próximas batalhas que seus personagens irão se aventurar. Atualmente, vive numa cidade vizinha da que nasceu, com a sua família.












O Legado do Outono

Uma jovem.
Um legado.
E uma estação onde as folhas caem...

Dakota herdou um destino que poucos gostariam de ter. Após a morte trágica de seu pai, ela é atacada pelos homens do reino em que vive, sendo salva por um desconhecido. A partir desse dia, ele a ajudará a desvendar as linhas tortuosas de seu passado e quebrar o impetuoso desequilíbrio e caos que ascende sobre o reino. Os céus mostram que a paz não será uma opção na aurora do amanhã e as legiões de escuridão se erguem inevitavelmente como a chegada da noite. Guerras épicas têm sido travadas durante os séculos, mas agora essas mesmas desavenças não serão reprimidas facilmente.


12/07/2016

[Novidades] Primeiras impressões de O Ano em que Te Conheci

Hey, gente. Tudo bem com vocês?

Nesse mês, foi lançado O Ano em que Te Conheci, da autora Cecelia Ahern (P.S.: Eu te amo / Simplesmente Acontece), pela editora Novo Conceito. Como a editora é um amorzinho, ela disponibilizou os primeiros capítulos, para que eu pudesse ler e avaliar o começo da história. Também me deu total liberdade para compartilhar esse capítulos com vocês. O link para leitura encontra-se no final do post.

Logo de cara, já vemos que Jasmine é o tipo de protagonista que acaba sempre se dando mal, mesmo se esforçando ao máximo para fazer tudo dar certo. Precisou tentar três vezes até conseguir iniciar o negócio que parecia ser o certo. Mas ela não trabalhava sozinha, trabalhava com Larry. A startup delas era Fábrica de Ideias, e eles ajudavam outras startups a "dar certo". Não como uma empresa de consultoria, como a própria Jasmine disse. Eles pegavam ideias de startups e as tornavam melhores. Quando ela julgou que seu próprio negócio havia crescido o bastante para que ela pudesse vendê-lo, ela foi demitida. Quem é a pessoa mais malvada do mundo para demitir alguém faltando seis semanas para o Natal?
Jasmine ainda está se acostumando com sua nova rotina. Agora, de licença, ela tem tempo para visitar amigos e fazer vários nadas, inclusive um hobbie bem peculiar, noite após noite. Ela se mudou para o bairro há alguns anos, mas mal saía de sua casa. Logo, não tinha intimidade alguma com seus vizinhos. Com um, em particular. Ela não sabia o motivo, mas odiava Matt Marshall. Eles nunca nem ao menos se encontraram, mas ela não o suportava. Porém, até onde li, deu pra ver que vai dar merda, e eles vão acabar se encontrando. O que vai sair daí? Mal posso esperar para ler o livro e descobrir.
Nunca li nada da autora, mas gostei muito de sua escrita. A história é narrada em primeira pessoa por Jasmine. A leitura flui, e algumas partes se tornam bem engraçadas, porque nossa protagonista não se importa em dizer aquilo que pensa  - para si mesma, claro. Sim, o livro se passa na Irlanda, terra da autora, e sim, eu me identifiquei com a história, por já ter morado lá. Foi maravilhoso saber que conheço cada um dos lugares citados nesses poucos capítulos que li. Mesmo em pouco tempo, frases marcantes apareceram. Parece que nossa protagonista vai enfrentar maus bocados. Estaria ela disposta a mudar seu ponto de vista e sua opinião sobre algumas coisas?
O livro te deixa aquele gosto de "quero mais", e já tem um lugar garantido na minha estante. O que falar desse livro que pouco li, mas já considero pakas?

E vocês? Estão ansiosos para o livro? Leiam os capítulos e deixem suas opiniões nos comentários.

Link para leitura aqui.


11/07/2016

[Creepypastas] A Casa na Floresta

Hey, galera! Tudo bem com vocês?

Adivinhem quem voltou? Isso mesmo! As creepypastas voltaram ao blog \o/ Peço perdão pela ausência delas, e tentarei trazê-las com mais frequência.

O ano era 2043. Há alguns anos, o mundo foi tomado por uma praga mortal, que matou boa parte da população mundial, ou praticamente toda a população mundial. Era provável que a segunda opção fosse a correta, pois fazia muito tempo desde que eu havia visto outro humano pela última vez. O governo nunca confirmou, claro, mas, de alguma forma, foi criada uma forma de trazer células-mortas de volta à vida. Isso mesmo. Mortos-vivos.
Aquilo simplesmente aconteceu. Era um dia normal para a maioria de nós quando aquilo começou. Pessoas começaram a correr de um lado para outro, sem saber o que fazer. Quem tinha seu próprio veículo, trancou-se nele e saiu dali. Quem estava a pé, acabou sendo capturado. Não demorava mais do que dez segundos para que um humano contaminado morresse e voltasse à vida. Eu estava prestes a deixar Samantha, minha filha, em sua escola. Quando notei o alvoroço, chamei-a de volta e saí dali. Precisávamos voltar até o trabalho de Samantha, minha esposa, e buscá-la. Tentei ligar para ela, mas não consegui. Só caía na caixa postal. O caos estava armado, a população estava mergulhada em desespero e ninguém sabia o que fazer.
- Pai, o que está acontecendo? - indagou Lori, minha filha de 12 anos. - O que são essas coisas?
- Não sei, filha - respondi. - Eu não sei.
Chegamos ao hotel onde Sam trabalhava, e tivemos uma surpresa. O local estava tomado pelas criaturas, e não parecia que havia alguém vivo ali. Doía ter que fazer aquilo, mas eu precisava. Lá no fundo, eu sabia que ela não tinha tido nenhuma chance.
Dei partida no carro e saí dali, desviando de outros veículos e de criaturas que corriam em nossa direção.
- Cadê a mamãe? Você não vai esperá-la?
- Não há tempo, Lori. Não podemos mais esperar. Se continuarmos aqui, vamos morrer. Eu sinto muito, filha.
Lori desabou em lágrimas no banco do passageiro. Precisei me controlar para não chorar também. Não podia acreditar que aquilo realmente estava acontecendo. Fomos para nossa casa. Pegamos tudo o que conseguimos e deixamos a cidade, indo para nossa casa de campo, que ficava há alguns quilômetros dali. Nossos celulares já estavam sem sinal, e aquilo significava que as coisas estavam cada vez mais fora do controle.
- Você está bem, filha? - perguntei, quando adentramos em nossa casa de campo, pensando que estávamos seguros.
- Não, é claro que não estou! Eu quero minha vida de volta! O que é tudo isso? O que são aquelas coisas lá fora?
- Creio que descobriremos em breve - falei.
Alguns dias se passaram, e tudo pareceu ficar mais calmo. Estávamos sem energia, então nada de banho quente. Entretanto, tínhamos mantimentos, e tínhamos um ao outro. Era isso o que importava.
Até a noite do décimo dia.
Lori já estava dormindo. Eu estava do lado de fora, observando o céu estrelado, quando ouvi passos. Muitos passos. Eu duvidava que fosse só alguém tentando invadir o local.
Voltei correndo para dentro de casa.
- Lori, vamos sair daqui! - gritei. Ela acordou assustada, mas logo levantou-se e tratou de pegar tudo o que conseguiu. Porém, era tarde demais. Quando olhei para trás, vi que estávamos cercados por várias criaturas. Não importava para onde fôssemos, nunca seria o bastante. Eles sempre nos encontrariam.
Assustado, voltei minha atenção para Lori, mas a cena que presenciei me assombraria pelo resto de meus dias: minha filha havia sido capturada, e estava sendo devorada por várias criaturas. Seus gritos ecoavam pelo lugar, mas já não havia mais escapatória. Peguei a mochila de sua mão e, enquanto ouvia ela gritando por mim, saí correndo dali. Fui para o carro e fugi, sem nenhum destino. Eu só queria estar a salvo.
Viajei durante alguns dias, parando apenas para dormir, e só quando tive certeza de que estava a salvo para dormir. Acabei encontrando uma casa vazia numa floresta. Não era nada aconchegante, mas era longe da cidade, o bastante para que eu não temesse por minha sobrevivência.
O tempo passou, e nenhuma daquelas criaturas horrendas apareceu. Eu não tinha a melhor das vidas, mas ao menos ainda estava vivo. Entretanto, estava sozinho ali, sem nenhum contato com o mundo humano, e sem ao menos saber se algum outro humano havia sobrevivido. Não havia muitas maneiras de me divertir, então eu passava boa parte do dia deitado ou sentado, apenas pensando em tudo o que eu poderia fazer se ainda tivesse minha vida. Pensei em com Sam e Lori estariam. Mesmo estando sozinho ali, às vezes eu podia jurar que alguém falava comigo. Mas eu não estava louco. Não tinha ninguém ali. Era impossível.
As vozes tornaram-se cada vez menos frequentes. Às vezes eu falava algo em voz alta, mas já não obtinha mais respostas. Durante um tempo, tive a leve impressão de que havia algo, ou alguém embaixo da minha cama. Eu sempre olhava lá, e nunca encontrava nada. Com o tempo, essa sensação também passou.
O dia amanheceu. Para mim, já não fazia diferença, pois para mim já não importava se era dia ou noite. Entretanto, aquele dia foi diferente. Eu estava sentado no chão, abraçando meus joelhos.
Alguém bateu à porta.

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Dias presentes

O local estava bem calmo, mas parecia que um dia longo se aproximava. Alguém que parecia ser da polícia, ou algo do tipo, adentrou o local, pedindo para visitar um dos pacientes.
- Claro - respondeu o enfermeiro. - Acompanhe-me.
O enfermeiro e o agente caminharam lentamente pelos corredores brancos, parando em frente à uma porta igualmente branca.
- Pode me falar um pouco mais sobre o paciente? - pediu o agente.
- Bom, ele é John Mitchel. Foi preso há seis anos, por canibalismo. O cara matou e comeu sua esposa e filha. Literalmente. Ficou um tempo preso, e depois foi enviado para nossa clínica psiquiátrica.
- Sim, é ele mesmo quem eu estava procurando - respondeu o agente. Havia um pequeno sorriso em seu rosto.


05/07/2016

[Novidades] Divulgada capa e sinopse de Como Tatuagem

Hey, gente linda. Tudo bem com vocês?

A Verus Editora está derrubando forninhos! Após ter divulgado a capa de O Garoto do Cachecol Vermelho, a editora revelou a capa de Como Tatuagem, do autor Walter Tierno, e está muito linda!
Confiram a capa e sinopse abaixo, e tirem suas próprias conclusões sobre a história.

Artur é um cara rico, superficial e egoísta. Bonito e popular entre as mulheres, não tem o menor respeito por elas — sua vida amorosa se resume a colecionar parceiras na cama. Essa rotina de prazeres e privilégios é interrompida quando ele sofre um grave acidente de carro. Para ajudá-lo a se recuperar, sua mãe contrata a fisioterapeuta Lúcia.
Desde criança, Lúcia sofre o preconceito que persegue os portadores de vitiligo. Sua mãe sempre esteve presente para apoiá-la e fazê-la enfrentar os obstáculos que a vida lhe impõe. De temperamento doce, porém decidido, Lúcia tem uma consciência peculiar e aguda sobre o mundo. Mas, quando se vê sem o amparo materno, suas certezas desabam.
O encontro de duas pessoas tão diferentes vai gerar muito atrito, mas com o tempo Lúcia e Artur vão descobrir algumas das infinitas facetas do amor e, entre conquistas, medos, perdas e paixões, verão suas vidas transformadas para sempre.


01/07/2016

[Novidades] Divulgada a capa de Submersão

Hey, galera. Tudo bem com vocês?

A autora Juliana Daglio revelou a capa de seu próximo livro, Submersão, E TÁ MUITO LINDA!
Abaixo, você pode conferir essa capa maravilhosa e a sinopse da obra, que entra em pré-venda no próximo dia 05 e será publicado em 03/09, na Bienal do Livro, no estande da Editora Arwen.

Para Verônica Cattani os monstros que tanto tememos e desconhecemos não vivem embaixo da cama, ou atrás dos armários, muito menos em filmes de Terror – eles vivem dentro de sua própria mente.
Depois de se mudar pra Lagoana e descobrir que sua memória esconde enigmas ainda mais profundos, ela se vê frente a frente com pessoas que nem imaginava fazerem parte de seu passado. Em seus textos, estão todas respostas e a família Caprini parece temer tantos seus significados quanto ela os teme.
Liam não tem mais segredos. O garoto da capa vermelha saiu de seus sonhos, retornou para seu presente, e enfrenta os Caprini com costas eretas e um cinismo único. Ele é a única coisa que a impede de mergulhar agora. Seu pedaço de sanidade numa mente caótica. Porém o Anjo de Asas Douradas está prestes a se revelar, trazendo em seu poder algo que será difícil recusar: a oportunidade de saber o que existe nas profundezas do Lago Negro.
Há muito mais a se descobrir em Lagoana e dentro das lembranças reprimidas de Verônica. Mistérios serão revelados, mas será que você fez as perguntas certas?