14/11/2015

[Creepypastas] O Dentista



Oi gente, boa noite. Tudo bem com vocês? Por aqui tá tudo ótimo?

É, eu sei. Eu disse que postaria as creepypastas todas as sextas. Mas acho que um único dia por semana era pouco. Logo, vou começar a postar as creepys hoje! E, pra deixar tudo bem bacana, vou sempre postar entre 23h e 0. Espero que gostem.

Mais um dia havia chegado e, cá entre nós, eu não queria que aquele dia tivesse chegado. Eu usava aparelho dentário e, mês após mês, durante três longos anos, eu precisava visitar meu dentista para fazer a manutenção de meu aparelho, e eu odiava isso. Sério, quem gostava de ir até o dentista e ouvir aquela mini britadeira em sua boca?
Minha mãe saiu do trabalho por algum tempo, e disse para seu chefe que precisava me levar ao dentista. Ela foi até nossa casa e, só para ter certeza, perguntou se eu havia escovado bem meus dentes.
- Mãe, eu não tenho mais cinco anos - falei, brincando. - Tenho dezessete. Já sei escovar meus dentes.
- Eu sei - ela respondeu, sorrindo. - Você sabe que seu dentista odeia dentes sujos.
O percurso até o consultório não levou mais do que 20 minutos. Logo que sentei-me em um dos bancos da sala de espera, minha mãe partiu.
Não havia mais nenhum paciente ali, mas era provável que chegasse mais alguém em breve, já que não passava das 16h. Peguei uma das revistas que estava numa mesa ao lado e comecei a folheá-la, mas nem isso me distraiu. Por mais que eu tentasse, não conseguia parar de encarar um grande quadro escuro na parede. Além do fundo escuro, havia alguns dentes ali. No canto inferior esquerdo, havia uma assinatura, a qual reconheci como sendo de meu dentista.
Havia apenas duas portas no local, e não demorou até que uma delas fosse aberta. Por ela, passou uma mulher alta, muito bonita, mas sua expressão facial era um tanto quanto melancólica, como se aquele lugar fizesse com que ela se lembrasse de suas piores lembranças.
A secretária de meu dentista surgiu na porta, sorrindo, e eu logo entendi que devia adentrar o escritório. Enquanto ela fechava a porta, eu cumprimentei meu dentista e deitei-me sobre a cadeira. Ele perguntou se eu estava bem, e como eu havia passado o último mês.
- Foi tudo bem - respondi, secamente. - Dessa vez, não quebrei nada.
- Isso sim me surpreende - ele respondeu, num tom arrogante.
Enquanto ele esterilizava seus equipamentos, eu encarava as paredes verdes e, mais ao canto, olhava uma prateleira coberta de moldes de dentes, de todos os pacientes que meu dentista possuía. No minimo, cem moldes, e todos eles me causavam arrepios. Eu não sabia o que era, mas cada vez que eu entrava ali, contava cada segundo, até que aquele tormento acabasse e eu pudesse voltar para casa.
Finalmente, a consulta havia acabado. Paguei a mensalidade para a secretária e saí dali mais feliz do que o de costume pois, segundo o meu dentista, meus dentes já estavam bons o bastante para que eu não precisasse mais usar o aparelho dentário.

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Um mês havia se passado, e o grande dia havia chegado. Eu estava muito ansioso, como nunca estive antes. Só eu sabia toda a dor que havia passado cada vez que uma parte daquele aparelho quebrava e, graças a Deus, eu estaria tirando aquilo de minha boca naquela tarde, após a aula.
Terminei de me arrumar e, só para ter certeza, escovei meus dentes pela segunda vez naquela tarde. Peguei um ônibus e acabei chegando no consultório do dentista um pouco mais cedo, sem saber que me arrependeria pelo resto da vida.
Ouvi gritos abafados vindo de dentro do consultório. Fiquei tranquilo, pois podia muito bem ser um paciente fazendo uma extração. Cerca de quinze minutos depois, a porta se abriu. A secretária de meu dentista saiu acompanhando uma mulher, que tampava sua boca com a mão, como se tivesse sentindo uma dor insuportável.
Senti meu coração bater mais forte, como se soubesse que algo ruim estava prestes a acontecer. Tentei manter a calma, mas o nervosismo que eu estava sentindo era maior do que isso.
A secretária levou a mulher até a saída do consultório e, quando retornou, pediu gentilmente que eu entrasse.
Como de costume, cumprimentei meu dentista e sentei-me na cadeira. Ele ligou a luz, a qual estava forte demais, e acabou atingindo meus olhos. Eu os mantive fechado por alguns segundos e, quando os abri, meu dentista desculpou-se e perguntou se eu estava preparado para o que viria a seguir.
- Estou sim, doutor - falei, entusiasmado. - Nunca estive tão feliz.
Ele abriu uma das gavetas de seu armário e de lá retirou um alicate. Jogou água em minha boca, e preparou-se para arrancar aquele fino ferro que ia de uma banda à outra. Tal foi minha surpresa quando, após isso, ele arrancou um de meus dentes.
Sangue começou a jorrar de minha boca, espalhando-se pelo babador que eu estava usando e em minha camiseta branca. Meu dentista olhou para mim e começou a gargalhar. Mas não era uma gargalhada qualquer. Era algo macabro demais.
Foi então que eu entendi o motivo de todos aqueles moldes nas prateleiras me incomodarem tanto. Eles eram feitos de dentes humanos. Dentes arrancados de todos os pacientes que já passaram por ali.
E eu era o próximo.

11 comentários:

  1. Muuuuuuuuito bom, bem escrito e bem trabalhado *-*

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  2. Amei a história <3 ansiosa pra próxima rsrs

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  3. O.o acho q não quero mais ir ao dentista...

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  4. O.o acho q não quero mais ir ao dentista...

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  5. Muito obrigado, Bruna. Fique atenta, pois a próxima creepy virá em breve :3

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  6. Eita, Gordinha haha. Não precisa ficar com medo u.u

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  7. Não se preocupe, Adriana. Não vai acontecer nada.
    Ou talvez aconteça muahuahau

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  8. Eu já tinha pavor de dentista... Agr mesmo que nunca mais vou em um '-' mas a história e ótima *-*

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  9. Eu já tinha pavor de dentista... Agr mesmo que nunca mais vou em um '-' mas a história e ótima *-*

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